UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Vitória: USP perde na justiça processo que pedia demissão de Pablito do Sintusp

A Justiça do Trabalhou concluiu que não havia nenhuma prova que incriminasse o réu e que estava comprovado que havia sido uma manifestação coletiva.

segunda-feira 14 de março de 2016| Edição do dia

No último dia 18 de fevereiro saiu a sentença do processo movido pela Reitoria da USP contra o diretor sindical Marcello Pablito, que pedia sua dispensa por justa causa por estar em meio a centenas de estudantes e trabalhadores em uma manifestação durante reunião do Conselho Universitário defendendo a implementação das cotas raciais na USP.

A Justiça do Trabalhou concluiu que não havia nenhuma prova que incriminasse o réu e que estava comprovado que havia sido uma manifestação coletiva, já que as próprias testemunhas levadas pela Reitoria assumiram que não era possível identificar nenhuma liderança. Luis Carlos Moro, advogado de Marcello Pablito declarou que "É um importante triunfo pra nós não ter permitido que a Reitoria da USP cometesse um ato que para nós trata-se de ação anti-sindical, ou seja, querer dispensar por justa causa um sindicalista que estava no seu pleno direito de manifestação. As próprias testemunhas levadas pela USP depuseram no sentido de que não era possível identificar nenhuma liderança do movimento".

Diana Assunção, também diretora do Sintusp e que vem acompanhando o caso, declarou ao Esquerda Diário que "Consideramos um triunfo não somente deste processo em si, mas de toda a categoria de trabalhadores da USP e do Sintusp. A Reitoria tentou amedrontar e coibir os dirigentes sindicais, trabalhadores e estudantes, mas mesmo esta justiça não teve condições de criminalizar alguém sem provas, como estava querendo fazer a Reitoria contra Pablito, chegando ao cúmulo de alegar que ele não seria negro". Sobre os próximos passos Pablito também comentou o resultado "Estamos comemorando esta notícia no Sindicato, em todos os bandejões da USP onde trabalham meus colegas e com muitos companheiros e companheiras, e queremos seguir na forte denúncia contra o racismo e elitismo da USP, pois a justiça que também carrega todas estas contradições não reconheceu nossas acusações coletivas contra a USP, mas continuaremos no nosso terreno que é o da mobilização independente dos trabalhadores e da juventude pra lutar pelas cotas raciais e contra toda forma de racismo e ação anti-sindical dentro da universidade".

Solange Conceição, da Diretoria do Sintusp e da Secretaria de [email protected] declarou que "Neste processo se prova mais uma vez que a Reitoria persegue os diretores e ativistas do Sindicato. Somos perseguidos por lutar em defesa dos direitos dos trabalhadores e das cotas raciais. O resultado foi muito positivo tanto para Pablito quanto para o Sintusp, mesmo sabendo que a Reitoria pode recorrer. Esperamos que este resultado sirva também para a defesa do companheiro Zelito pois também está sendo processado pelas mesmas acusações e sua audiência será no dia 14/04".

Paulo Rogério, trabalhador do Bandejão Central declarou que "Se mostra que ainda tem muita perseguição aos lutadores que defendem a classe trabalhadora e melhores condições de trabalho e estudo. O pessoal que trabalha no Restaurante Central ficou muito contente com esta vitória mas sabemos que é só o começo e que precisamos nos manter firmes. Aqui no Restaurante estamos enfrentando um processo de terceirização muito forte, os lutadores do Sintusp estão sendo perseguidos por lutar contra isso".

Vilma, trabalhadora do bandejão e do grupo de mulheres Pão e Rosas disse que "Estávamos todos muito ansiosos e na espera desse resultado porque estavam perseguindo um lutador de forma caluniosa. Essa vitória não é só dele é de todos nós".

Veja abaixo Boletim do Sindicato dos Trabalhadores da USP informando a categoria sobre este importante triunfo.




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