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Grupo de Estudos UnB | Vitória Democrática ou Transição Conservadora? Grupo de estudos da UnB debate o fim da Ditadura

Sexta feira, 29/04, o grupo de estudos do Serviço Social da UnB segue sua segunda sessão especial discutindo a campanha das Diretas Já e a Constituinte de 88. Dois eventos históricos primordiais para a consolidação do Regime de 88. Entre continuidades e descontinuidades, a preservação dos militares, a formação do bloco do Centrão, a integração do PT como partido da ordem, são todos elementos colocados na ordem do dia para aqueles que desejam que os trabalhadores derrotem Bolsonaro, Mourão e suas reformas.

quarta-feira 27 de abril | Edição do dia

No primeiro grupo de estudos debatemos sobre "O mito do PT das origens e o ascenso operário da Diatadura". Durante o debate, partimos de resgatar o contexto histórico do final da década de 70, no qual a classe trabalhadora brasileira protagonizou enormes levantes operários, processos que iam além das econômicas, contestando todo o regime ditatorial.
Vimos como esse processo de mobilização da classe trabalhadora, uma vez derrotado, desagou na formação política de um novo partido operário o PT. Da atuação sindical, separando as pautas sindicais da demanda política pelo fim da Ditadura, Lula e o chamado "sindicalismo autêntico" passarão a atuar na política, também na contenção de uma alternativa radical e independente dos trabalhadores.

A partir dessa conjuntura, continuaremos nosso debate pela década de 80 e os processos que resultaram no fim da Ditadura, com o tema: "Diretas Já e Constituinte: Vitória Democrática ou Transição Conservadora?". Seguindo o método de "escovar a história a contra pelo", debateremos o senso comum histórico que vê na campanha das Diretas Já uma potente mobilização popular, assim como na Constituinte de 88 um grande triunfo da classe trabalhadora. Partindo da força mostrada no ascenso operário, discutiremos se não estava colocada a possibilidade de uma derrubada do regime protagonizada pelos trabalhadores, ao invés das direções burguesas, além de forças do próprio regime, que dominaram os dois processos mencionados canalizando a saída para a famosa via da "transição lenta, segura e gradual".

A preservação dos militares, a formação do bloco do Centrão, a integração do PT como partido da ordem, são todos elementos oriundos desse período que seguem vigentes ainda hoje, marcando a relevância desse debate para os tempos presentes e para aqueles que desejam derrotar Bolsonaro, Mourão a extrema direita, contando com a força dos próprios trabalhadores.

Como bibliografia para esse debate, propomos os textos disponíveis aqui no Esquerda Diário, pelo semanário Ideias de Esquerda: A campanha das “Diretas Já” como mecanismo da transição conservadora, de Thiago Rodrigues, e Apontamentos sobre Florestan Fernandes e a Constituição de 1988, de Edson Urbano.

Às vésperas do retorno presencial, assim como a sessão anterior, chamamos a todes a ocupar os espaços da universidade que foram negados aos estudantes nesses 2 anos de pandemia e descaso dos governos e reitorias com as medidas sanitárias.
Aguardamos ansiosos todes a fim de se juntar a esse debate. Para mais informações mande uma mensagem no direct ou para 61 99903-2711 (Luiza).




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