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Violenta repressão em Roma contra os refugiados

Os refugiados tinham ocupado um edifício na capital italiana devido a ausência de resposta governamental à falta de moradia. A polícia interviu na ocupação violentamente.

sexta-feira 25 de agosto| Edição do dia

Cerca de 800 refugiados, entre eles mulheres e crianças, ocuparam um edifício na zona da Praça Independência, na capital italiana.
A ocupação foi pela falta de resposta do governo ao pedido de assistência e moradia, já que a permissão de ficar no país já foi reconhecida. Assim, com o direito de permanecer no território, os refugiados ocuparam o edifício, a fim de não viverem mais na rua.

A polícia romana interviu no edifício e a maioria dos refugiados permaneceu na Praça Independência como forma de protesto.

Na manhã dessa quinta-feira, os refugiados foram duramente reprimidos, obrigando a total evacuação de todos os ocupantes.

“Alguns dos refugiados atendidos pelo Médico Sem Fronteiras (MSF) na desocupação da Praça Independência de Roma apresentam fraturas”, informou essa organização desde sua conta no Twitter.

O coordenador médico do MSF, Francesco Di Donna, explicou que tiveram que chamar uma ambulância, porque “havia cinco pessoas feridas que necessitavam ser transportadas a um posto de saúde”.
Tommaso Fabbri, coordenador geral do MSF na Itália, considerou que “é uma vergonha que a falta de soluções alternativas para moradia tenha derivado em uma situação de violência”.

Os ocupantes resistiram duramente a violência das forças repressivas durante os últimos dias. Entretanto nessa quinta-feira chegou uma ação repressiva mais violenta, com o uso de canhões de água e uma concentração de repressão prolongada em frente à estação de trem de Termini.

A repressão também buscou reforçar os controles, as detenções e a intimidação, com o claro propósito de romper qualquer tipo de solidariedade em relação aos ocupantes por moradia, e mais em geral em relação aos imigrantes.




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