REPRESSÃO

Violência da Polícia marca o segundo ato contra a tarifa em SP

Um fotojornalista ferido e 14 detidos foi o saldo do ato contra a tarifa de ontem, quarta-feira, em São Paulo.

sexta-feira 18 de janeiro| Edição do dia

(Foto: Anderson Gores/FramePhoto/Folhapress)

Com cerca de 1000 manifestantes, um enorme contingente policial protagoniza cenas de repressão no ato chamado pelo MPL (Movimento Passe Livre).

A polícia que já havia entrado na área dos manifestantes duas vezes, imobilizando pessoas, levando para averiguação e utilizando bomba de efeito moral, logo na concentração do ato, também abordou ao menos seis manifestantes, e depois, por volta das 18h, durante o jogral que marca o início da caminhada, avançou contra os manifestantes atirando balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

O fotojornalista Daniel Arroyo foi atingido no joelho por uma bala de borracha enquanto tentava fotografar a detenção de um jovem durante o jogral, quando a PM disparou duas vezes.

"Não houve reunião prévia. Nós estamos retendo o grupo para que as lideranças informem o trajeto e a gente possa informar aos órgãos de trânsito", disse um policial.

Para o MPL, seria uma tentativa de esvaziar o ato. "Eles atacaram pessoas que estavam reunidas", disse a porta-voz. Cerca de 15 minutos depois da confusão maior, o ato conseguiu sair pela Consolação em direção à Praça Roosevelt. Mais 14 pessoas foram detidos após o final do ato.

Os vereadores da cidade de São Paulo, após aumentarem em 0,01 o salário do funcionalismo municipal enquanto aumentavam seus próprios salários em 26%, fazem chacota mais uma vez com a população aumentando em 0,30 centavos o transporte público e integração. Isso é mais uma das muitas atitudes que comprovam a intenção dos políticos golpistas em descontar a crise nas costas dos trabalhadores e da população mais pobre que já carece de atendimento público de qualidade em todos os aspectos de suas vidas, sobrevive com salários e empregos cada vez mais precários, e ainda por cima vê a cada aumento seu direito à cidade negado.

O próximo ato está previsto para terça-feira, 22, na Praça da Sé.




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