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Vice-presidente nacional do PSDB volta a criticar Doria, FHC faz discurso de cátedra a Alckmin

segunda-feira 3 de outubro| Edição do dia

Vice-presidente nacional do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman reiterou, em entrevista ao Broadcast Político da Agência Estado, as críticas ao prefeito eleito de São Paulo neste primeiro turno, o empresário João Doria Jr (PSDB). "Não vou abrir mão da minha visão crítica", disse ele, lembrando que assinou a ação que tramita no Ministério Público Eleitoral (MPE) contra Doria e o governador Geraldo Alckmin por suspeita de abuso de poder político neste pleito. FHC em matéria publicada em grandes jornais nesse domingo ressalta como para ele para 2018 é necessária uma candidatura de “centro-esquerda”. Um recado a Alckmin. Vitorioso, tem outros tucanos de pedigree a lhe marcar o terreno.

Após a confirmação de vitória neste primeiro turno, Doria, fez um discurso pacificador, citando nominalmente Alberto Goldman e dizendo que é preciso unir o PSDB. Porém Goldman não esteve presente, nem Serra, nem sequer FHC, mostrando a divisão do PSDB.

Indagado sobre este aceno, o vice-presidente nacional do partido disse que ainda não pensou em uma conversa com ele e isso ainda não foi colocado por nenhum lado. "Vamos dar um tempo, isso ainda não me passou pela cabeça, vou avaliar no momento adequado (o aceno do prefeito eleito)", frisou, reiterando torcer para que São Paulo tenha uma boa gestão e que cabe ao PSDB fazer "o melhor possível". Questionado se poderá apoiar as ações de Doria no comando da maior cidade do País, destacou: "Nem vou discutir (apoio). Ele (Doria) não precisa de apoio meu".

Doria e a guerra de foices no tucanato visando 2018

Ao ser escolhido por Alckmin para ser o candidato tucano à disputa municipal em São Paulo, Doria provocou um racha na sigla e foi denunciado ao Ministério Público por Goldman e pelo senador José Aníbal (que no final do primeiro turno gravou depoimento em apoio ao candidato tucano) "por compra de votos" nas prévias tucanas.

Nesse processo, Andrea Matarazzo, que foi um dos fundadores do PSDB, deixou a sigla, filiou-se ao PSD e disputou essas eleições como vice na chapa da atual peemedebista Marta Suplicy. A representação assinada por Goldman e Aníbal foi protocolada no Ministério Público no dia 29 de março.

Na disputa de Matarazzo e Doria se encobria na verdade a disputa de Serra e Alckmin,

Na continuação de sua entrevista Goldman afirmou como Alckmin é um bom candidato presidencial, porém há outros, relembrando de Serra e Aécio. O discurso “catedrático” de FHC falando em termos de recomposição do regime político e em prol de uma candidatura que fuja da polarização e fosse de centro-esquerda também parece um recado a Alckmin que pode vestir várias máscaras mas nunca uma de centro-esquerda, defendendo bandeiras como direito ao aborto que é uma das que FHC enumera como programa ao presidenciável.

A vitória de Alckmin o cacifa no tucanato para disputar o Alvorada, mas Serra, Aécio e outros não se dão por mortos. As cartas se reembaralham, em detrimento de Serra, mas a guerra de sucessão tucana continua.

Com informações da Agência Estado




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