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Vice-presidente Equatoriano é responsabilizado criminalmente por corrupção no caso Odebrecht

A Corte Nacional Equatoriana anunciou o início do processo interrogatório da suposta participação de Jorge Glas no caso Odebrecht. A investigação durará 30 dias e lhe proibiram a saída do país, por pedido da procuradoria.

quinta-feira 31 de agosto| Edição do dia

Foto: El Telégrafo

O juiz Miguel Jurado ordenou a vinculação penal contra 11 acusados, entre eles o vice-presidente Jorge Glas Espinel, além de prisão domiciliar para o ex-controlador Carlos Pólit, que se encontra nos Estados Unidos. O vice-presidente é acusado pelo delito de associação ilícita e, segundo a resolução, quer restringir seu direito de mobilidade dentro do território equatoriano, dado o cargo que ocupa.

Assim, a Corte Nacional admite as medidas cautelares que requereu o fiscal geral Carlos Baca Mancheno, e estende a ordem por mais um mês. Na semana passada, a Assembleia Nacional aprovou por unanimidade o pedido da corte para a audiência de interrogatóro ao vice-presidente.


Poucas pessoas se manifestaram em apoio ao vice-presidente durante a audiência de vinculação. (Foto: Plan V)

Após conhecer as medidas tomadas contra ele, Jorge Glas sustentou não ter inconvenientes com as mesmas, nem intenções de sair do país. “Sempre dei a cara e seguirei fazendo isso porque não tenho nada que ocultar. Que bom poder defender-me diante da justiça, já que na mídia têm feito tudo para me destruir”, expressou através de um comunicado.

Apesar de ter pedido publicamente à bancada da Assembleia Nacional para votar a favor de iniciar o processo de sua vinculação – argumentando não ter nada a esconder da justiça – o vice-presidente preferiu não se apresentar na audiência e optou por enviar a seus representantes legais. “Os indícios não constituem prova de nada. A mim não me interessa esse show, me interessa que a verdade prevaleça”, justificou.

Tradução: Zuca Falcão.




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