MILITARIZAÇÃO DA POLÍTICA

Vice de Bolsonaro destila racismo contra indígenas e africanos

Mal começaram suas declarações públicas e o General Antonio Hamilton Mourão, candidato a vice de Bolsonaro, já destila racismo: em recente declaração, disse que o Brasil herdou “indolência” do índio e “malandragem” do africano durante evento em Caxias do Sul, na Serra gaúcha.

terça-feira 7 de agosto| Edição do dia

Depois da rejeição da reacionária Janaína Paschoal, o político de extrema direita Bolsonaro escolheu como vice o General Mourão. Conhecido por suas declarações em defesa da ditadura militar e de ícones da tortura como o Coronel Brilhante Ustra, em que o chama de “herói”, Mourão afirmou em evento que o Brasil tem uma herança cultural baseada na “indolência” do índio e na “malandragem” do africano.

“Essa herança do privilégio é uma herança ibérica. Temos uma certa herança da indolência, que vem da cultura indígena. Eu sou indígena, minha gente. Meu pai é amazonense. E a malandragem, nada contra, as a malandragem é oriunda do africano. Então, essa é o nosso cadinho cultural. Infelizmente, gostamos de mártires, líderes populistas e dos macunaímas”, afirmou Mourão, em trecho gravado pelo Jornal Pioneiro.

Veja também: Muito além do vice de Bolsonaro a crescente intervenção dos generais na política

Mourão não é o primeiro a associar os indígenas a qualquer tipo de impassibilidade ou "malemolência", insinuando uma sociedade passiva e domável. Também não é o primeiro a fazer essa ligação entre o "malandro" e o negro, a figura daquele que não é sério ou decente, mas leva e ganha a vida em meio ao estilo de "tirar vantagens" das situações. Óbvio: só podia estar ao lado de Bolsonaro.

Bolsonaro segue sua campanha eleitoral destilando ódio contra os negros, mulheres e LGBTs. Defendendo a ditadura militar, o candidato agora se alia à outro reacionário defensor da tortura e, juntos, querem atacar ainda mais os trabalhadores e o conjunto da população.




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