Sociedade

AUXÍLIO EMERGENCIAL

Desespero e miséria: os impactos do veto de Bolsonaro ao auxílio emergencial

Os vetos do reacionário presidente publicados no último dia 15, excluem do acesso ao auxílio trabalhadores informais, homens solteiros chefes de família e condicionam o não pagamento do Bolsa família ao recebimento do auxílio.

terça-feira 26 de maio| Edição do dia

O valor irrisório de R$ 600,00 do auxílio emergencial, além de ser insuficiente para o sustento de uma família, exclui muitos trabalhadores que diante da pandemia se veem impossibilitados de trabalhar. O veto do reacionário presidente deixa de fora para o recebimento do auxílio trabalhadores informais como motoristas de aplicativos e taxistas, além de trabalhadores ambulantes e feirantes.

A realidade de muitos desses trabalhadores, principalmente os do grupo de risco, é que em meio a pandemia não podem parar de trabalhar, mas se continuam trabalhando colocam suas vidas diariamente em risco. A rotina de trabalho com extensas horas e pouco salário já colocava esses trabalhadores em situações muito precárias, situação que se agrava diante da atual situação no país.

Na semana passada, a fala de Paulo Guedes já causou enorme revolta nas redes sociais. Dizia o parasita: “Se falarmos que vai ter mais três meses [de auxilio emergencial], mais três meses, mais três meses, aí ninguém trabalha. Ninguém sai de casa e o isolamento vai ser de oito anos porque a vida está boa, está tudo tranquilo. E aí vamos morrer de fome do outro lado. É o meu pavor, a prateleira vazia”. Mas a única vida boa de fato é a dele mesmo e de seus comparsas que vivem de privilégios e salários exorbitantes. Senão bastasse estas declarações e o veto de Bolsonaro, Paulo Guedes ainda propõem reduzir este valor para R$200 para os que conseguirem receber.

Justamente esses trabalhadores que não tiveram acesso ao auxilio emergencial, se veem a sua própria sorte, com uma saúde pública em colapso em diversos Estados e tendo que decidir entre uma falsa dicotomia, entre morrer de fome ou de COVID, que serve apenas para mascarar os crimes cometidos pelos governos nesta crise sanitária. Bolsonaro justifica o veto usando a desculpa de que não poderia gerar mais esse gasto ao poder público, enquanto libera trilhões para salvar os bancos, além de seguir defendendo o pagamento da dívida pública. Que como se sabe, vem drenando a saúde, e somente com o que foi gasto no ano passado que chegou a 7,3 trilhões de reais nesta "bolsa banqueiro" poderiam ser construídos 1,3 milhão de leitos de UTI.

O Estado é responsável pelas mais de 22 mil mortes notificadas por conta do coronavírus e é também responsável pela situação de extrema miséria que muitos trabalhadores se encontram. Bolsonaro e seu negacionismo obriga muitos trabalhadores a se colocarem em risco pela necessidade de sobrevivência. Já as medidas dos governos de quarentena sem testes massivos, também não auxiliam esses trabalhadores que muitas vezes não podem trabalhar, por conta das próprias leis da quarentena ou por serem parte do grupo de risco. O veto do Presidente, obriga a esses trabalhadores e se exporem ou a sucumbirem na miséria.

Exigimos um auxílio de R$ 2.000,00 que seria o mínimo para a sobrevivência diante dessa conjuntura, além de uma lei que proíba as demissões em todo país e a revogação das MPs da Morte que já atingiu 50% das famílias com cortes nos salários ou demissões. É um absurdo que o governo além de disponibilizar um auxílio insuficiente, ainda o negue aos que mais precisam, visto que o trabalho informal não garante nenhum direito e nenhum estabilidade financeira que se vê completamente comprometida diante da crise do coronavírus.




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