Gênero e sexualidade

CAMPINAS

Vereadores de Campinas aprovam uma moção contra a questão do ENEM 2015 sobre o pensamento de Simone de Beauvoir

Mais uma vez a Câmara de Vereadores de Campinas expressa uma visão reacionária no âmbito das opressões. Foi aprovada na última quarta, 28 de outubro, uma moção de autoria do Vereador Campos Filho (DEM) contra o pensamento de Simone de Beauvoir, filósofa e feminista francesa do século XX, na questão do ENEM 2015.

sábado 31 de outubro de 2015| Edição do dia

Na foto o presidente da Câmara de Campinas, vereador Campos Filho. Foto: Correio Popular

Em sessão da Câmara na quarta-feira, vários vereadores expressaram seu conservadorismo ao apoiar a moção contra o pensamento de Simone de Beauvoir na questão do ENEM 2015 (como pode-se ver nesse vídeo). Pérolas como "esquerda raivosa", do vereador Professor Alberto (PR) - o vereador assinalou que a esquerda seria fundamentalista em sua ideologia, por querer "impor" seu pensamento -, "isso é falta de religiosidade", do vereador Cid Ferreira (Solidariedade), "iniciativa demoníaca", do vereador Campos Filho (DEM), apareceram durante a sessão.

Assim como no meio de 2015, com a chamada "Emenda da Opressão", também de autoria do vereador Campos Filho, a aprovação dessa moção representa um pensamento retrógrado da Câmara de Vereadores de Campinas. O debate de gênero e sexualidade já foi proibido nas escolas e em projetos da Câmara pela "Emenda da Opressão" e, agora, vê-se a manifestação conservadora contra o pensamento de uma mulher importante na história escrita pelas próprias mulheres.

No contexto nacional, a aprovação da moção, assim como da "Emenda da Opressão" são projetos do avanço conservador do país com o projeto de lei 5069/2013, do presidente da Câmara de Deputados Eduardo Cunha (PMDB). Como já informado no Esquerda Diário anteriormente, o PL impede o acesso gratuito à pílula do dia seguinte e ao aborto para vítimas de estupro. Esse avanço conservador se deve à abertura que o governo do PT permitiu, com a reforma ministerial de Dilma, por exemplo, com as coligações com partidos da extrema direita.




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