CORTES NA EDUCAÇÃO

Verbas liberadas não garantem funcionamento da UFF até o fim do ano

Em nota, universidade se manifestou em resposta ao descontingenciamento de Weintraub, afirmando que nem liberando o total cortado paga o custeio da UFF, que já se mantinha no vermelho antes dos corte de final de abril.

quarta-feira 2 de outubro| Edição do dia

Com a liberação de verbas de Bolsonaro de quase 2 bilhões para o MEC, com intuito de desmobilizar as próximas ações dos setores da educação, como as mobilização dos dias 2 e 3, o ministro da pasta planejava se colocar como grande "benfeitor" das Universidades. Entretanto, este dinheiro não será suficiente para manter as universidades até o final do ano. A UFF, por exemplo recebeu apenas R$ 26,4 milhões, metade do que foi cortado no inicio do ano.

"A restituição dessa parcela de limite de empenho do orçamento representa menos de dois meses de despesas de custeio para a manutenção da Universidade", informou a UFF, através de nota, completando que dentro dessas despesas estão incluídos gastos com energia, água, prestação de serviços terceirizados como limpeza, segurança, manutenção predial, entre outras.

Com quadro de terceirizados demitidos e agora reduzidos, elevando a superexploração, insalubridade em prédios e em moradias estudantis, falta de políticas de permanência estudantil, assim como seu enxugamento, é necessário refletir os motivos da verba liberada pelo ministro da educação, que como demonstrado não resolvem o problema da universidade.

Frente à uma nova data de mobilizações e com mais planos de ataque como o Future-se, a MP da “liberdade econômica”(mais uma reforma trabalhista) e para garantir o saque imperialista às nossas aposentadorias, o descontingenciamento não pode ser dado como algo definitivo e nos levar acreditar na chantagem do ministro em trocar o direito da educação pelo o da aposentadoria, como ele fala que possa haver mais verba após a aprovação da reforma da previdência.

Portanto, é importante seguir o caminho das mobilizações e não nutrir nenhuma confiança nas palavras do governo e sim confiar que apenas as mobilizações dos estudantes e trabalhadores será capaz de derrotar os planos de Bolsonaro.




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