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Venezuela: Serra usa Itamaraty para ajudar referendo da direita em Caracas

O governo golpista brasileiro vem demonstrando um grande interesse no agravamento da crise política na vizinha Venezuela e, assim como foi no Brasil, a direita inicia as articulações para um movimento similar ao do impeachment.

terça-feira 25 de outubro| Edição do dia

Desde 2013, quando Nicolás Maduro assumiu o poder na Venezuela, que a direita reacionária e pró-imperialista venezuelana vêm encabeçando inúmeras tentativas, incluindo uma declaração aberta pedindo uma intervenção militar para tomar o país à força e fatiar com o capital imperialista uma pequena parte da maior reserva de petróleo do mundo.

Essas ações da direita, embora fossem derrotadas em varias ocasiões, vêm aos poucos encurralando chavismo e ganhando cada vez mais peso com a exploração da crise humanitária pela elite venezuelana e pela mídia internacional.

Agora o chavismo, ou pelo menos o que resta dele na Venezuela, enfrenta uma nova tentativa de golpe com o referendo que pode destituir o presidente Maduro.

Com a suspensão temporária do referendo, os 109 deputados do MUD chamam um ato amanhã, dia 26/10/2016 para a “tomada de Caracas”, o que promete aumentar a tensão ainda mais no país e colocar condicionantes nas negociações que o Vaticano intermedia entre governo e oposição.

Golpistas Brasileiros Fazem Pressão

O recém Ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, declarou apoio ao “Referendo” e fez um chamado para que os países do globo se alinharem a essa posição.

Vale lembrar que José Serra chegou ao cargo de Ministro das Relações Exteriores através do Golpe de Temer e que a sua postura diante do Mercosul vem sendo duramente criticada, principalmente após o escândalo da compra de voto do Uruguai numa tentativa de impedir a Venezuela de assumir a presidência do bloco sul-americano.

Em entrevista, o Ministro golpista afirmou nesta terça feira, 25, que a saída da Venezuela do Mercosul teria efeito nulo ao Brasil, consolidando a sua postura antidemocrática e nada diplomática, na qual vem ignorando o diálogo com os países que fazem oposição ao golpe no brasil e atacando diretamente o governo chavista.

Os acontecimentos na Venezuela mostram como a direita vem se articulando estruturalmente na América Latina, com um carácter oscilante entre uma direita mais aberta e o neoliberalismo, desestruturando politicamente e economicamente os governos que ela chama de populistas.

Trata-se, sobretudo de uma resposta direta do imperialismo, de controle geopolítico e hegemônico dos países da América Latina, para superar a crise na economia capitalista e manter uma rédea ainda mais apertada aos trabalhadores.




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