Cultura

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Vem aí o II Sarau Anticapitalista "Nossas vidas valem mais que o lucro deles" em SP

sexta-feira 18 de agosto| Edição do dia

Desde o golpe institucional em 2016 vemos um desmonte da cultura sem precedentes. O fechamento do Ministério da Cultura e o congelamento de recursos não só para cultura quanto para outras áreas vitais para a maioria da população demonstra qual o rumo a burguesia brasileira reserva para os trabalhadores e o povo pobre. Aos trabalhadores da cultura especificamente uma maior precarização do trabalho, a redução drástica de vagas e oportunidades de trabalho e muito controle institucional em cima da produção artística.

Pretendem com seus planos acabar com o financiamento estatal a iniciativas culturais e artísticas e passar isso totalmente para iniciativa privada, o que significa diretamente o controle sobre a obra e a produção por grandes empresas capitalistas.

Todo esse movimento nas esferas governamentais tem usado cada vez mais a polícia para criminalizar manifestações culturais muitas vezes associadas a críticas a governos do turno, como ocorreu em Guarulhos e também em Brasília.

O plano privatista da burguesia golpista ao mesmo tempo que entrega a produção cultural para as empresas capitalistas por via e financiamento e parcerias, busca acabar com a arte e a cultura independente. É um movimento duplo e combinado onde o mercado compra os artistas mais "rentáveis" e relega à marginalidade os demais. Ou o artista aceita os termos do acordo ou está fora da mídia e privado de toda estrutura para criação e produção.

O grosso dos cortes nas verbas para a cultura destrói antes os projetos que atendem a população carente, demonstrando que para a burguesia a cultura não é uma necessidade humana e o que importa pra ela é somente que o trabalhador consiga sobreviver com o mínimo para trabalhar e produzir mais lucro no outro dia de trabalho. Enquanto isso a indústria cultural capitalista enche a cabeça desse trabalhador de propaganda enlatada seja desde a TV ou pela massiva e sufocadora propaganda visual das metrópoles.

E tudo isso acontece no marco em que o governo golpista de Michel Temer, extremamente contestado pela população (índices de mais de 90% de rejeição), e a exposição cada vez maior da podridão das instituições desse regime dos ricos e poderosos.

Os artistas sinceros, honestos com sua arte, que não estão dispostos a usurpar suas obras em favor dos capitalistas, mas que também vêem sua arte como uma arma apontada contra as posições do capital, podem cumprir um importante papel na luta contra o capitalismo tanto expondo a podridão e as contradições do sistema quanto apontando para o novo, através do poder da criação.

Por isso realizaremos este Sarau Anticapitalista como uma iniciativa para contribuir na discussão teórica e prática da arte e da cultura no Brasil. Acessem o link do evento do Facebook aqui




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