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Velório coletivo de esportistas: após críticas Temer comparece

Rebeca Moraes

Coordenadora do CACH - Unicamp

sexta-feira 2 de dezembro de 2016| Edição do dia

Na última terça-feira, uma tragédia resultou na morte de jogadores e membros da delegação do Chapecoense, e jornalistas, na Bolívia. O caso recebeu atenção internacional da mídia devido à notícia de que o golpista Michel Temer poderia comparecer à cerimônia de velório no estádio de Grêmio. A queda do avião boliviano foi causada, segundo investigações preliminares, por falta de combustível, uma falha não tão imprevisível.

O pai do zagueiro Filipe Machado, Osmar Machado, quando foi informado de que sua família deveria ir até o aeroporto para receber os cumprimentos do golpista, declarou em entrevista para a ESPN: "Falaram que eu vou ter que sair daqui e ir até o aeroporto dar um abraço no Temer. Acho isso uma falta de respeito com as famílias. Se ele quiser, que venha aqui. Isso é tão desrespeitoso que eu até acho que a mentira”.

A repercussão levou o porta-voz da presidência golpista, Fernando Parola a entrar em contato com Osmar para explicar que houvera um engano. Segundo ele, a cerimônia estava sendo organizada pelos governos estadual e municipal, e que nunca houve confirmação da presença de Temer.

Sabendo da ilegitimidade de seu governo, Temer receava ser vaiado caso comparecesse ao evento, preferindo somente para a cerimônia militar de recepção dos corpos, marcada para amanhã no aeroporto municipal. De fato, corriam notícias no Planalto de uma suposta articulação entre grupos de esquerda para a construção de um ato contra Temer na ocasião do evento.

"A pessoa importante aqui somos nós e nossos filhos que morreram. Eu não arredo um pé para cumprimentar o Temer. Ele é o presidente do Brasil e só", disse indignado o pai do zagueiro.

Após várias críticas Temer acabou mudando de posição e comparecendo.




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