Educação

RIO GRANDE DO NORTE

Vejas as assembleias de curso da UFRN que aderiram a paralisação do dia 15 de Maio

Essa semana na UFRN ocorreram diversos espaços de mobilização estudantil, sobretudo assembleias de curso que puderam ser um primeiro passo na auto-organização para diversos cursos.

sábado 11 de maio| Edição do dia

Na quarta-feira, dia 8, estudantes da UFRN e do IFRN, junto a professores e estudantes de outras universidades, saíram às ruas em Natal e realizaram um ato massivo, com 7000 presentes, fechamento da BR 101, demonstrando uma enorme disposição de luta. Somado às manifestações e assembleias que pipocam por todo o país reunindo milhares de estudantes, a mobilização estudantil obrigou o ministro da Educação, Weintraub, e o clã Bolsonaro a dar uma resposta sobre o corte de 30%.

Sentiram a pressão e sinalizaram os riscos que essa luta estudantil pode significar para a aprovação inclusive da Reforma da Previdência, que dependerá de fortalecer a articulação das lutas nacionalmente com base em comitês em cada curso para que sejam os próprios estudantes os guias desse enfrentamento contra o governo Bolsonaro.

Na UFRN, as assembleias realizadas essa semana em ECT, na Pedagogia, em GPP e na Farmácia, deliberaram se somar ao chamado a paralisação nacional da educação no próximo dia 15 de Maio contra os cortes à educação e contra a Reforma da Previdência. Na próxima semana, ocorrerão assembleias da Ciências Sociais na segunda-feira (11h e 17h45) e do Setor 2 na terça-feira.

C&T

Reunidos na quinta-feira, 9, os estudantes de ECT debateram o impacto dos cortes no seu curso, na mesma semana em que uma parte do teto do prédio de ECT desabou

GPP


Os estudantes de Gestão de Políticas Públicas se reuniram no Setor 2 essa semana e estão a frente de impulsionar a assembléia dos estudantes do Setor 2 na próxima terça-feira.

O Esquerda Diário está a serviço de fazer ecoar cada espaço de auto-organização estudantil, pois defendemos que é necessário aprofundar espaços como esses em cada curso. Por isso, acreditamos que devemos levar para cada assembleia de curso o chamado aprovado pelos estudantes do IFCH (Unicamp) e do teatro da UFRGS de um comitê nacional de articulação de delegados eleitos em assembleias dos cursos.

Somente com os estudantes decidindo democraticamente os rumos do movimento é que podemos evitar que toda essa energia estudantil seja canalizada em acordos pelas costas dos estudantes por parte de qualquer direção. Por isso, é preciso exigir do DCE da UFRN, dos grêmios dos IFs, e dos CAs, que se coloquem a disposição dessa tarefa de impulsionar comitês de mobilização que possam eleger representantes nos cursos para essa articulação nacional.

Pedagogia

Foram realizadas duas assembleias massivas na Pedagogia, (vespertina e noturna), que se destacaram na mobilização estudantil ao lado dos professores e trabalhadores no próximo 15M.

Farmácia e Fonoaudiologia

Os estudantes de Farmácia realizaram na Praça Cívida dessa sexta-feira a sua assembleia de mobilização rumo ao dia 15 com objetivo de estabelecer um debate com a população sobre os ataques à educação e a Reforma da Previdência

Visto que a UNE hoje, sob direção do PCdoB da UJS e das juventudes do PT, que já se mostraram dispostos a entregar seus votos para a eleição de Rodrigo Maia, não podemos aceitar que as rédeas da mobilização estejam nas mãos de quem confia no principal articulador da Reforma da Previdência e que está preparando uma armadilha para nós ao dizer que o corte à educação seria revertido com a aprovação do ataque às aposentadorias.

O próprio PT encabeça no Nordeste a articulação dos governadores do PCdoB, PSB e PDT, como a Fátima Bezerra, de negociação com Paulo Guedes de ajuda fiscal aos estados prometendo votos de deputados federais para uma Reforma da Previdência “aguada”, mas que mantem seus principais ataques: o aumento da idade mínima e do tempo de contribuição.

Paralisação 15M: Contra a Reforma da Previdência, por uma universidade a serviço dos trabalhadores, defendemos o Não Pagamento da Dívida Pública!

Nós do Esquerda Diário, junto a juventude Faísca, estamos em campanha para discutir a necessidade da nossa luta pela educação ter claro o repúdio à Reforma da Previdência, como pressuposto para que estejamos de fato ao lado dos trabalhadores desse momento. Mas também que a saída de fundo para essa situação em que se corta da educação e da aposentadoria para fortalecer os tubarões do ensino privado e garantir os lucros multibilionários dos donos da dívida pública, sobretudo os banqueiros, a necessidade de lutar pelo Não Pagamento da Dívida Pública.

Essa é a única forma de romper com a lógica de que são os trabalhadores e a juventude a pagarem pela crise, e pagar essa conta atacando justamente os lucros dos capitalistas que a geraram, revertendo os mais de R$ 1 trilhão gastos anualmente pagando essa dívida para poder financiar inclusive um outro projeto de educação e de universidade.

Devemos sim defender as pesquisas e o ensino nas universidades hoje, mas nunca perder de vista que a universidade hoje volta a maior parte da sua produção a criação de patentes e ao atendimento de interesses privados que se inserem na vida acadêmica por via da reitoria e da burocracia acadêmica. Por isso defendemos também a batalha por uma estatuinte livre e soberana na universidade, que possa avançar para um projeto de universidade gerido pelos próprios estudantes e funcionários proporcionalmente, que tenha como premissa a garantia da liberdade científica e artística dentro da universidade e que a sua produção esteja em benefício da classe trabalhadora e de suas comunidades.

Para radicalizar o acesso à universidade, defendemos também o fim do vestibular ligado a estatização das universidades privadas, com perdão da dívida de todos os estudantes do FIES, colocando-as sob direção dos trabalhadores e estudantes contra a mercantilização do ensino superior e pelo acesso real da juventude pobre e negra, com real política de permanência a todos que precisem.

Calendário Geral

13/5 - Assembleia de Ciências Sociais
Assembleia do Serviço Social
14/5 - Assembleia de Ciências Humanas
15/5 - Greve Geral da Educação
16/5 - Assembleia Geral da UFRN




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