Política

2ª DENUNCIA TEMER

Veja os bilhões que Temer irá gastar com novos presentes ao Congresso para não ser cassado

quarta-feira 27 de setembro| Edição do dia

(Foto: revista Veja)

Ansiosos com 2018, os deputados não aceitam qualquer trocado, pois o voto que precisam para continuar se reproduzindo enquanto casta corrupta, ajustadora e deslegitimada, custará caro. Suas bases eleitorais não estão passivas frente aos absurdos que estão aprovando contra os trabalhadores e toda a população.

Então Temer, repetindo a empreitada bilionária que realizou na votação da primeira denúncia, já prepara os cofres públicos (prejudicando setores que os trabalhadores mais dependem), para atender a lista de desejos ainda maiores dos mimados e parasitários congressistas.

Listamos aqui alguns itens da "lista de presentes" exigida pelos congressistas:

Refis – Temer tenta convencer a equipe econômica a ser menos rígida com os devedores. Eles se resumem ao empresariado do país, cujos lucros Temer os quer ver intocáveis ao mesmo tempo que discursa sobre a necessidade de ajustes. Com isso, a arrecadação deve cair de R$ 13 bilhões para R$ 8 bilhões, ou menos. Portanto, é mais um perdão aos empresários que faltarão aos cofres públicos e que os golpistas querem botar na conta de quem realmente trabalha e mesmo assim precisa contrair dívidas para sobreviver.

Funrural – As dívidas bilionárias do agronegócio Temer também está disposto a abrir mão. O governo esperava recolher R$ 2 bilhões neste ano com o pagamento de dívidas relativas à contribuição previdenciária, mas aprovou uma medida provisória 793 de 2017 que retirará metade do valor. Como se não bastasse, o Senado aprovou uma lei esse ano que perdoa R$ 16,6 bilhões em dívida desse setor. O Planalto negocia com a bancada ruralista ceder uma parcela desse passivo, enquanto aos trabalhadores o "diálogo" se deu chamando o exército para reprimir sua Marcha em Brasília.

Previdência especial de congressistas –Além disso, o governo também se mostrou disposto a defender um regime especial de aposentadoria dos congressistas, na contramão da reforma da Previdência em avaliação no Congresso. Ou seja, para os trabalhadores resta trabalharmos até o fim dos nossos dias, enquanto políticos "trabalham" para tirar nossos direitos, nossa aposentadoria, precarizar nosso trabalho, e em pouco tempo passam a receber aposentadoria maior que muitos de nós não recebem em um ano. Temer é o exemplo disso, que recebe R$ 30,000 só de aposentadoria desde os seus 55 anos.

Renca – na segunda feira (25), o governo recuou e anulou o decreto que extinguia a Renca, reserva mineral de cobre e associados na Amazônia. Atendeu ao pedido dos presidentes do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que graças pressões de artistas, de ambientalistas e da oposição tiveram que sinalizar um recuo frente a tamanha destruição dos recursos ambientais do país.

Emendas – líderes do governo já acenam para aliados com a liberação dos recursos empenhados antes e durante a votação da admissibilidade da 1ª denúncia na Câmara. Também deverão ser empenhadas novas emendas das bancadas ao Orçamento. Ou seja, o custo dessas emendas será ainda maior do que na primeira denúncia http://www.esquerdadiario.com.br/Veja-quanto-receberam-os-crimes-e-os-perfis-daqueles-que-livraram-Temer-da-denuncia .

Cargos – Já está prometida a nova rodada de nomeação dos indicados por congressistas para cargos de 2º e 3º escalão por parte de Temer. Há pelo menos uma centena de vagas abertas com as demissões de “infiéis” após a 1ª denúncia.

Com informações do Poder360




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