ELEIÇÕES 2018

Veja 10 momentos em que Bolsonaro atuou contra os direitos dos trabalhadores

Ao longo de 27 anos, enquanto deputado, Jair Bolsonaro atuou no parlamento contra direitos políticos e trabalhistas dos trabalhadores e da população. Listamos 10 dos principais momentos.

domingo 28 de outubro| Edição do dia

Apesar de já ter declarado à televisão que se fosse eleito presidente fecharia o Congresso, Jair Bolsonaro hoje esconde essa cara e posa de “democrático” por ter a maioria dos votos (numa eleição abertamente manipulada). Mas não podemos nos enganar. Seu vice Mourão não mente quando diz que quer acabar com o 13º salário. Bolsonaro não mente quando diz que quer acabar com todas as empresas estatais e flexibilizar todos os direitos trabalhistas muito mais do que Temer já fez.

Relembraremos abaixo 10 vezes em que Bolsonaro mostrou sua face anti-trabalhador:

1) Em 2000, Bolsonaro foi um dos deputados que votou a favor da Lei de Responsabilidade Fiscal, lei que determina um limite para os gastos de todos níveis de governo, para sempre terem como prioridade pagar a ilegal, fraudulenta e ilegítima dívida pública, sugando R$ 1 TRIlhão, literalmente, dos cofres públicos anualmente para entregar ao bolso de banqueiros e empresários nacionais e imperialistas.

2) Em 2006, Bolsonaro votou contra a lei que protege pessoas com deficiência. A lei prevê o direito das pessoas com deficiência de serem incluídas na vida social nas mais diversas esferas por meio de garantias básicas de acesso, seja por meio de políticas públicas ou iniciativas também a cargo das empresas, além do direito ao auxílio-inclusão.

3) Em 2010, enquanto os trabalhadores brasileiros recebiam o miserável salário mínimo no valor de R$ 510,00, Jair Bolsonaro votou a favor do aumento de 61,7% do próprio salário. A partir de 2011, passou a receber 26,7 milhões de reais por mês.

4) Em 2012, Bolsonaro foi um dos únicos deputados que votou contra a PEC 66/2012, conhecida como a PEC das Domésticas, se opondo à emenda que estendeu os direitos trabalhistas para empregados/as domésticos/as.

5) Em 2016, Bolsonaro votou a favor da PEC 55/241, a PEC do teto de gastos, que ficou conhecida como a "PEC do fim do mundo", congelando investimentos em saúde e educação por 20 anos, o que ocasionou um brutal aprofundamento na piora das condições de ensino em universidades de todo o país, sucateando hospitais e deixando milhões de trabalhadores na mais completa calamidade social.

6) Também em 2016, Bolsonaro foi um dos 19 coautores do PL 4.639/2019, estando na história brasileira deste grave episódio medicinal. Este PL autorizou o uso indevido de uma substância que ficou conhecida como a "pílula do câncer", a fosfoetanolamina sintética, por pacientes diagnosticados com neoplasia maligna, o que levou dezenas de pacientes à morte. A lei posteriormente foi suspensa pelo STF.

7) Também em 2016, Bolsonaro foi um dos deputados que votou a favor do impeachment de Dilma Roussef, apoiando a manobra judicial que deu o principal pontapé abrindo a porteira de uma série de medidas que deram continuidade a este golpe. No seu pronunciamento, Bolsonaro homenageou o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, militar comandante de uma série de tortura a centenas de militantes e ativistas durante a ditadura militar no Brasil.

8) Em 2017, Bolsonaro votou a favor da reforma trabalhista de Temer, reforma que faz com que os trabalhadores trabalhem por 12 horas seguidas, sem tem o direito garantido a férias remuneradas, sem salário fixo, sob a possibilidade de terem que pagar custos com advogados em caso de processo judicial, com redução no horário de almoço e, no caso das mulheres grávidas, ficam sujeitas a trabalhar em locais insalubres. Tudo isso para favorecer o empresariado.

9) Em 2018, Jair Bolsonaro votou a favor da entrega do Pré-Sal ao capital. O PL permite vender 70% dos campos do Pré-Sal por meio do regime de concessão onerosa. O que isso significa? A entrega do nosso petróleo ao imperialismo, fazendo com que uma riqueza enorme que poderia resolver os graves problemas da educação, saúde e habitação vá para o bolso das grandes corporações petrolíferas e seus acionistas estrangeiros.

10) Ainda esse ano, Bolsonaro se ausentou na votação em primeiro turno da emenda que pune o trabalho escravo, emenda que deixa completamente em aberto a definição de "trabalho escravo" e permite manobras empresariais.

Bolsonaro nunca esteve ao lado dos trabalhadores brasileiros. Seu economista, Paulo Guedes, é um serviçal do mercado financeiro, dos bancos e dos especuladores internacionais e sempre esteve ao lado dos capitalistas e dos exploradores. O que Bolsonaro tem a oferecer aos trabalhadores e a juventude são salários miseráveis, empregos precarizados, retirada de direitos básicos, entrega do patrimônio público à especuladores, mais desigualdade social e repressão e violência contra a população pobre e negra.

Enquanto deputado atuou desta maneira. Agora, muito provavelmente como presidente da república, vai atuar de maneira muito mais incisiva para cortar direitos e entregar todas as riquezas do país aos bolsos dos enormes empresários e banqueiros nacionais e imperialistas.




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