Internacional

Vaticano condena sacerdote e ex-diplomata da Igreja por posse de pornografia infantil

O sacerdote Carlos Alberto Capella foi condenado a cinco anos de prisão pelo Tribunal do Vaticano neste sábado (23). Ele era conselheiro e responsável por missões diplomáticas da Santa Sé em Washington.

segunda-feira 25 de junho| Edição do dia

O sacerdote da Igreja Católica já estava preso desde abril em uma cela do quartel da Guarda Vaticana, enquanto aguardava a realização do julgamento. No julgamento, que durou dois dias, o sacerdote disse que desenvolveu um desejo "mórbido" depois que chegou aos EUA. A defesa tentou argumentar que o comportamento de Capella não era perigoso, mas que deveria ser tratado como um “problema psicológico”. Seus advogados apresentaram uma avaliação que mostrava que ele não tinha tendências de pedofilia.

Em 2017 o Departamento de Estado dos EUA já havia notificado o Vaticano sobre a violação de leis relacionadas a imagens de pornografia infantil cometida por um integrante do corpo diplomático em Washington. Mais tarde, os EUA requisitaram que a imunidade diplomática de Capella fosse suspensa para dar andamento a um processo no país, mas o Vaticano recusou. A polícia do Canadá também chegou a emitir um mandado de prisão contra ele, por um período em que esteve em visita ao país, acusando-o de distribuir pornografia infantil.

Ainda que tenha condenado o sacerdote, mais uma vez demonstra-se a conivência da Igreja com as práticas de pedofilia e posse de pornografia infantil. Foi necessário um longo período após a notificação do governo americano para que se chegasse a sua condenação, e mesmo assim, julgado pelo próprio Vaticano, gozando de sua imunidade enquanto embaixador. Este caso, se soma aos escândalos envolvendo membros da igreja católica no Chile, acusados de pedofilia, que já levou ao pedido de demissão de mais de 30 bispos no pais.




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