Mundo Operário

DEMISSÕES NA INDÚSTRIA

Vallourec pode deixar 250 famílias sem sustento

A multinacional produtora de tubos de aço alega a crise para demitir mais dezenas de trabalhadores. Apenas ontem as demissões podem ter chegado para 100 trabalhadores. Até quarta feira pode haver um total de 250 demitidos. Reintegração imediata desses trabalhadores: nenhum trabalhador na rua, nenhuma família sem sustento.

terça-feira 29 de setembro de 2015| Edição do dia

Redação, Contagem

Entre hoje e ontem empresa produtora de tubos petrolíferos Vallourec, em sua unidade no Barreiro, Belo Horizonte/Minas Gerais, demitiu dezenas de trabalhadores, podendo ter chegado ontem em até uma centena de demitidos.

No final do dia cansativo de trabalho de ontem começaram o anúncio da desagradável notícia para dezenas de famílias. Segundo informações internas até quarta pode chegar a um total de 250 pessoas demitidas nesses três dias. O que pode atingir cerca de mais 1000 familiares que terão seus parentes sem emprego a mando da multinacional.

Tendo sido suspendida na última sexta feira a liminar que impedia demissões no período de dissídio da categoria, a patronal esperou apenas o final de semana para seguir cortando o quadro.

Em julho deste ano já haviam sido cerca de outros 300 trabalhadores demitidos na Vallourec em apenas duas semanas. A empresa demite alegando impactos da crise. Porém a realidade é que a empresa vive uma perda de caixa. O que não significa que a patronal não segue lucrando. A empresa declarou em julho lucro de 556 milhões de reais e ainda comemorou os ganhos da produção na semana passada. Isso mostra que a crise da indústria está sendo paga pelos trabalhadores.

O sindicato dirigido pela CUT moveu uma liminar que suspendia as demissões no período de dissídio da categoria. Porém até agora nenhuma medida de luta foi tomada pela direção do sindicato para barrar as demissões e manter os postos de trabalho. Assim as demissões seguem enquanto a direção sindical cutista negocia banco de horas e o PPE (plano que reduz o salário com redução da jornada de trabalho).

A crise deve ser paga pelo lucro dos capitalistas, com redução da jornada sem redução do salário. Apenas assim será possível não haver mais demissões e não haver mais nenhuma família sem sustento com a reintegração imediata dos trabalhadores demitidos.




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