Mundo Operário

CRISE INDÚSTRIA EM MG

Vallourec: Patronal e CUT juntas contra os trabalhadores

No dia 08 de março, os gerentes de vários setores da Vallourec anunciaram as propostas da empresa para superar a crise e garantir o envio de capital aos acionistas estrangeiros. O pacote de propostas anunciados pela patronal são na verdade um conjunto de ataques históricos aos direitos dos trabalhadores e mostra como a empresa está disposta a “superar” a crise com a retirada de direitos.

sexta-feira 11 de março| Edição do dia

Foi anunciada, por exemplo, a aplicação do banco de horas, uma medida terrível para a vida social do trabalhador, pois a chefia escala ou não o trabalhador em cima da hora, na forma como lhe for conveniente, sem que o trabalhador possa organizar as suas horas de lazer com a família e etc.

Além do banco de horas, a patronal pretende aplicar o lay off em alguns setores e o PPE (Plano de “Proteção” ao Emprego) que reduz a renda do trabalhador para preservar e garantir o lucro dos empresários. Em algumas áreas, como no RK(laminacao continua) e LA(laminação automatica) foi anunciado que haverá uma unificação entre os setores com o objetivo claro de reduzir mão de obra e demitir trabalhadores. Além dessa reestruturação de unificação das laminações contínua e automática, haverá também o fechamento da siderurgia que ameaça não só o emprego dos trabalhadores desse setor, mas também de toda a usina.

O mais impressionante foi ver que esse anúncio feito pela patronal conta com o apoio do sindicato dirigido pela CUT, que fará uma votação em vários setores para que os trabalhadores possam decidir entre qual ataque será implementado, entre lay off, PPE e banco horas, dando uma espécie de caráter democrático pra diminuir o peso de culpa da patronal e sindicato. Além disso, o diretor do sindicato, Geraldo Valgas, ligado a CUT, havia pronunciado que “poderia ser pior” referindo-se as medidas tomadas pela patronal da Vallourec sobre a reestruturação da empresa.

A direção do sindicato claramente deixa de cumprir o papel de mobilizar e representar os trabalhadores em defesa de seus direitos, passando a ser mais um braço da patronal na implementação do maior ataque dos últimos anos.

A oposição metalúrgica encabecada pela Conlutas e que tem militantes na comissão de PLR e na Cipa, deve fazer parte da resistência chamando seus inúmeros sindicatos e a população de toda a cidade a defender os empregos na Usina Barreiro. Defendemos que os trabalhadores devem lutar contra esse pacote de maldades, defendendo a "escala móvel de trabalho", com a redução da jornada sem redução de salários, pelo fim das demissões e fechamento de setores. Por isso chamamos a todos para superar o medo, a rotina imposta pela patronal e começar a se mobilizar em defesa de seus direitos. O Movimento Nossa Classe e o Esquerda Diário se colocam ao lado dos operários em defesa de seus direitos.

Venha fazer parte dessa luta!

Acesse o Esquerda Diário e saiba mais...




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