Economia

DESEMPREGO RECORDE

Vale do Anhangabaú é palco da barbárie do desemprego com fila quilométrica

segunda-feira 16 de julho| Edição do dia

Na capital paulista, um dos mais importantes centros do país, teve nesse domingo um feirão de emprego que explicitou o desespero gerado pela situação de desemprego no país.

No Vale do Anhangabaú, uma fila de desempregados contornou os arredores do centro velho de São Paulo, em função da oferta de 1800 vagas por parte do Sindicato dos Comerciantes. A maioria das vagas não passava de R$1.300 de salário.

Pessoas chegavam antes do amanhecer de domingo para receber uma das 5000 senhas e ficaram até o fim da noite, sendo que a maior parte sequer foi atendida. O sindicato receberá o restante das senhas ao longo da semana. Muitos que estiveram ali estão há meses desempregados e tem filhos.

Após a Reforma Trabalhista, que prometia devolver empregos a população, quando o fez foi em chave de subempregos, intermitentes e mal pagos, com menos direitos. As condições de sobrevivência de inúmeras famílias vão corroendo e a miséria toma conta.

Em um momento de inúmeros ataques aos trabalhadores e ao povo pobre, à saúde e educação, no qual os patrões capitalistas buscam descarregar a crise em cima dos trabalhadores para manter seus lucros, privilégios e luxos preservados, cenas de barbárie social como essa se tornam cada vez mais comuns.

Ao todo, dados do IBGE mostram que impressionantes 24,7% de trabalhadores, um quarto destes, estão desempregados ou desalentados. São 27,7 milhões nessa condição, com apenas metade, 13,7 milhões, ainda procurando salário.

Os demais 14 milhões ou estão em condição de subemprego e precariedade material, ou gostariam de trabalhar mas já não se veem motivados a procurar por vagas, ou até desistiram (4,1% número recorde, mais da metade estão no Nordeste). Dos que desistiram, a maioria é negra (73,1%), e 23,4% tem entre 18 e 24 anos.




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