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CANDIDATURA MRT RS

Val Muller, uma voz anticapitalista contra a direita e a conciliação com golpistas no RS

No Rio Grande do Sul, a campanha de Val Muller para Deputada Estadual, vem sendo uma voz anticapitalista nessas eleições manipuladas pelo judiciário e tuteladas pelos militares, para enfrentar a extrema direita de Bolsonaro e denunciar a política petista de buscar um pacto com a direita e os golpistas.

quarta-feira 26 de setembro| Edição do dia

No Rio Grande do Sul, a campanha de Val Muller para Deputada Estadual, vem sendo uma voz anticapitalista nessas eleições manipuladas pelo judiciário e tuteladas pelos militares, para enfrentar a extrema direita de Bolsonaro e denunciar a política petista de buscar um pacto com a direita e os golpistas.

A campanha começou forte logo com o lançamento da candidatura no dia 26 de agosto, e contou com a presença de Diana Assunção, dirigente do MRT e candidata a Deputada Federal em São Paulo, e de Adailson Rodoviário, junto a Val Muller na mesa. O evento reuniu mulheres do grupo Pão e Rosas, juventude Faísca, trabalhadores do Nossa Classe, somando com dezenas de estudantes universitários e secundaristas, trabalhadores, rodoviários e professores. As intervenções destacaram, além da denúncia do caráter manipulado das eleições, que a greve dos professores, as ocupações estudantis a greve geral do dia 28, são exemplos do caminho a seguir para combater os ajustes que virão e também enfrentar a extrema direita, que mesmo que Bolsonaro não ganhe as eleições vai continuar sendo um fator político.

A campanha foi também a voz anticapitalista contra a extrema direita e os golpistas dialogando com os rodoviários, com panfletagens na porta das garagens de ônibus da Trevo e Carris. Essa categoria que vem dando grandes exemplos de luta, como a greve de 2014, e a participação na Greve Geral do dia 28 de abril, que paralisou toda a cidade. É fundamental combater a influência da extrema direita, que vem aumentando nessa categoria tão importante. É necessário fazer isso com uma política independente do PT, já que é a desilusão de muitos com a política petista que abre espaço para o crescimento de Bolsonaro na categoria.


Desde o início a campanha veio denunciando o autoritarismo do judiciário na prisão arbitrária de Lula, e o impedimento da sua candidatura, mostrando que essa não é uma eleição normal, mas com um claro veto anitdemocrático e aprofundamento do golpe institucional. O PT, que não enfrentou o golpe institucional nem o avanço do autoritarismo do judiciário com a força da classe trabalhadora, agora com a candidatura de Fernando Haddad apoiada pelo Lula, está oferecendo um pacto com a direita para reconstruir o regime golpista ainda mais à direita num eventual governo do PT.

Aqui no estado do Rio Grande do Sul que vive uma crise histórica, onde os grandes empresários seguem lucrando sob nossas costas, a candidatura de Val Muller denuncia os candidatos do golpe, Sartori e Eduardo Leite, que vão continuar a política de ajustes e privatização com a ajuda dos apoiadores de Bolsonaro no estado. Temos que enfrentá-los nas ruas, ao contrário do PT de Rossetto e do PDT de Jairo Jorge que na campanha fazem um monte de promessas, mas que na prática também vão aplicar ajustes. Temos que impor, com a força da mobilização, o fim das isenções fiscais às grandes empresas, confisco de bens dos grandes sonegadores, e o não pagamento da dívida pública com a União. Basta de parcelamento de salários, atrasos e demissões.

Mas nenhuma solução para a crise do Rio Grande do Sul virá de uma luta no plano local, sem acabar com o pagamento da dívida pública nacional. Chega de despejar o dinheiro público nos bolsos dos banqueiros e grandes empresários estrangeiros. É preciso acabar com esse grande saque nacional do orçamento público para atender as demandas da população.

Para combater Bolsonaro e os ajustes, temos que fortalecer uma alternativa que supere pela esquerda o PT, que seja capaz de combater essa extrema direita que ganha espaço nessas eleições manipuladas pelo golpismo e tutelada pelos militares.

Val Muller é fundadora do grupo de mulheres Pão e Rosas no Rio Grande do Sul, trabalhadora do telemarketing e estudante da UFRGS. Uma voz anticapitalista, como a de Val, é imprescindível em meio a essas eleições manipuladas pelo judiciário e que está sendo tuteladas pelas Forças Armadas, com o aumento da participação dos militares nas eleições. O MRT vem historicamente batalhando por uma alternativa que supere o PT pela esquerda, nunca deixando de denunciar a conciliação de classes que o PT levou a frente durante 13 anos, que abriu caminho ao golpe e também ao avanço da extrema direita.




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