UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

[VÍDEO] Uma voz anticapitalista de trabalhadores e estudantes contra a precarização da USP

Os governos e a reitoria da USP estão promovendo o sucateamento e precarização da universidade, demitindo funcionários, arrochando salários, arrancando direitos dos estudantes e retirando também o atendimento médico da comunidade do entorno da USP.

quinta-feira 20 de setembro| Edição do dia

A reitoria da USP fechou mais de 3 mil postos de trabalho nos últimos 4 anos, congelou contratações, arrochou nosso salario e flexibilizou nossa jornada com o banco de horas. Aumentou a terceirização, dividindo nossa categoria, humilhando e escravizando em sua maioria mulheres negras e nordestinas. Também fechou duas creches, deixando mães e crianças desatendidas. Demitiu trabalhadores, levando ao fechamento do Pronto Socorro adulto e infantil, deixando a população da região sem atendimento. Estão destruindo as prefeituras de todos os campi com o objetivo de terceirizar todos os serviços de manutenção dos transportes. Persegue, reprime e demite trabalhadores e estudantes que resistem contra esses ataques. Tudo isso com a desculpa de economizar verbas, mas conseguiram aumentaram seus próprios salários pra R$ 31 mil.
Enquanto os filhos deles entram nas melhores universidades, o vestibular impede a juventude pobre e negra de estudar.
Para eles, não faltam privilégios. Para nós, faltam restaurantes, creches, bolsas de estudos e moradia.
Para manter os lucros dos grandes empresários, eles impedem que nossas pesquisas estejam a serviço dos interesses da população.

Na USP, em São Paulo e em todo o país eles querem se aproveitar dessas eleições manipuladas por juízes milionários para seguir despejando a crise nas costas dos trabalhadores e da juventude.
Num país onde a ilegal dívida pública significa R$ 1 trilhão por ano aos banqueiros internacionais, valor equivalente a 200 universidades como a USP.
O golpe institucional sequestrou dezena de milhões de votos pra aprofundar esses ataques, mas não esquecemos que Lula e o PT governaram com essa direita e também assumiram seus métodos de corrupção, abrindo espaço pro golpe institucional e para a extrema-direita com Bolsonaro.

Todos os candidatos a governador e presidente, inclusive o PT e Ciro, que se dizem mal menor, se propõe a seguir pagando a dívida pública, um verdadeiro roubo que impede que os recursos do país possam ser utilizados para a educação.

Nessas eleições manipuladas, os trabalhadores e os estudantes precisam fortalecer uma esquerda que aposta na mobilização independente dos trabalhadores, das mulheres, dos negros e da juventude contra o golpismo e extrema-direita para fazer com que os capitalistas paguem pela crise. No capitalismo, não existe mal menor pra educação e pra classe trabalhadora.
Vem com a gente fortalecer essa voz anticapitalista com a gente.

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Candidato a deputado estadual pelo MRT, Marcello Pablito, é trabalhador do bandejão da USP e fundador do grupo de negros e negras Quilombo Vermelho.

Diana Assunção, candidata a deputada federal também pelo MRT, é também trabalhadora da Faculdade de Educação da USP, editora do Esquerda Diário e fundadora do Grupo de Mulheres Pão e Rosas.

Veja mais sobre as candidaturas do MRT aqui.




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