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VÍDEO: Hospital em Manaus coloca corpos ao lado de pacientes e governos apenas assistem

Vídeo divulgado nas redes sociais mostra ala de UTI do hospital João Lúcio da Zona Leste de Manaus, capital do Amazonas, empilhando corpos nas macas ao lado de pacientes internados. O hospital é o único do estado que possui leitos de UTI, que já conta com 95% dos seus leitos ocupados, o que configura em um colapso do seu sistema de saúde.

domingo 19 de abril| Edição do dia

Um vídeo gráfico do descanso com a vida da população, que até agora não viu nenhuma medida contundente para responder à pandemia, e agora não consegue sequer enterrar seus mortos, com cenas que fazem crer que podemos chegar a uma situação semelhante à trágica situação em Guayaquil no Equador, empilhando corpos nos hospitais, nas ruas, nas casas.

O Amazonas possui registradas (em um país onde a subnotificação é uma das mais elevadas do mundo) 161 mortes por coronavírus segundo boletim desse sábado (18), que crescem a cada dia, com cerca de 16 mortos em apenas 24h e cuja taxa de letalidade chega a 8,4%.

Uma situação que já poderia ter sido antecipada pelos governos, que assistiram o sistema de saúde contar com apenas um hospital com UTI e uma série de outras limitações, agindo com medidas parciais apenas quando a situação já beirava o colapso.
Essa semana passaram a funcionar no estado um hospital de campanha no interior com 71 leitos clínicos e um novo hospital com 82 vagas. A tendência é que esses novos leitos fiquem defasados em pouco tempo, frente a uma epidemia que apenas começou a avançar para o auge do seu contágio.

A política do governador Wilson Lima (PSC), junto a do governo Bolsonaro, é de oferecer uma aspirina para o estado frente a catástrofe que se aproxima dia a dia. Sistemas de saúde vão colapsando, como já ocorreu no Amazonas, Ceará, e em São Paulo uma dezena de hospitais não tem mais leitos de UTI disponíveis.

O governo Bolsonaro, que apesar das diferenças com Maia, atua junto com o Congresso para salvar os lucros capitalistas, destinando, por exemplo R$ 1,2 trilhão à “liquidez” dos bancos, isenta os patrões de arcarem com os salários dos trabalhadores com a MP da Morte (rebaixando em até 70% desses salários). Quantos leitos de UTI poderiam estar sendo construídos pelo país com esses recursos? Quantos respiradores teríamos a mais se taxássemos os lucros exorbitantes da burguesia latifundiária, do agronegócio, que segue lucrando como nunca em meio a pandemia?

Se faltam leitos públicos, por que o governo ainda não unificou os leitos públicos e privados, rompendo a cadeia de lucros com a saúde e a da vida da população? Se os empresários e os governos não estão dispostos a resolver o problema da pandemia, que os trabalhadores assumam o controle do sistema de saúde e da produção, para garantir o atendimento e equipamentos necessários para travar essa guerra.




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