VIOLÊNCIA ESTATAL

VÍDEO: Helicóptero da PM carioca lança granada contra a população de Cidade de Deus

Sob o comando do governador Witzel a PM carioca vem protagonizando cenas de guerra contra a população.

terça-feira 20 de agosto| Edição do dia

Circula nas redes sociais um vídeo onde uma granada é jogada do Helicóptero Águia da Polícia Militar na favela da Cidade de deus no Rio de Janeiro. A cena é de hoje de manhã quando ocorreu uma operação policial, mais uma vez sob a justificativa de guerra às drogas, neste território.

A cena é um retrato da escalada de repressão e mortes pelo qual passam, especialmente, as favelas do Rio de Janeiro com a política de extermínio que Witzel não só implementa como se orgulha. Um exemplo dos absurdos que os trabalhadores e a juventude negra que mora nas favelas estão submetidas enquanto o governo do Estado dá declarações como "Não sai de fuzil na rua não. Troca por uma Bíblia, porque se você sair, nós vamos te matar" ou questiona o veracidade de cartas das crianças moradoras da Maré enviadas a Justiça do Estado pedindo a regulamentação das incursões policiais.

A política de Witzel é responsável por 881 mortes só nos primeiros 6 meses desse anos, e vale ressaltar que nenhuma delas se deu em territórios das milícias cariocas que tem diversos escândalos e ligações com representantes e a estrutura estatal, como noticiado pelo portal UOL notícias.

Witzel sente-se livre para seguir sua política de extermínio da população negra e pobre, para comemorar o assassinato de jovens e da população negra do estado, para dar declarações absurdas e ter como carro chefe do seu governo uma política racista de extermínio. É preciso dizer um basta a naturalização de ações como essa e as mortes pelas mãos da polícia de Witzel, que na última semana levou ao assassinato de 6 jovens num intervalo de 6 dias.

Enquanto propagandeia o combate a criminalidade, Witzel e Bolsonaro ocultam o número de recorde de mortes de pessoas pela mãos da polícia que essa política truculenta ocasiona. Ainda assim, Moro com seu pacote anti-crime quer aumentar a liberdade para a polícia executar arbitrariamente a juventude negra. Essa escalada repressiva por parte do Estado, que transforma as comunidades em zonas de guerra, não é capaz de deter a violência, que é fruto do avanço da desigualdade social. Contra essa política de extermínio de Witzel, Moro e Bolsonaro é preciso opor uma saída dos trabalhadores, capaz de ofertar emprego, saúde e educação.




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