CAIXA 2 DE BOLSONARO

[VÍDEO] Com dono da Havan, empresário admite ter gastado dinheiro na campanha de Bolsonaro

Em vídeo postado pelo próprio Jair Bolsonaro (PSL), Márcio Gazin, empresário do ramo de varejo, ao lado de Luciano Hang, dono da Havan, admite ter gasto dinheiro na campanha de Bolsonaro. Gazin defende vitória no primeiro turno e completa: "para não termos que gastar mais dinheiro no segundo turno". Veja o vídeo.

sábado 20 de outubro| Edição do dia

Luciano Hang (esquerda), dono das lojas Havan, e Márcio Gazin (direita) em vídeo postado por Jair Bolsonaro

Esta semana, por via de denúncia feita pelo jornal Folha de São Paulo, um verdadeiro escândalo na campanha de Jair Bolsonaro (PSL) que teria recebido indevidamente uma quantia de R$12 milhões de um grupo de empresários para comprar "pacotes de disparo de mensagens" via WhatsApp contra o candidato do PT, Fernando Haddad. A prática ilegal, configuraria caixa 2, uma vez que Jair Bolsonaro teria declarado a quanti milionária de gastos com campanha para o TSE, além do que a própria prática de compras de pacotes de mensagens com tal finalidade é ilegal.

Um dos empresários que teria contribuido ilegalmente com a campanha de Bolsonaro é Luciano Hang, dono da rede de varejo Havan, teria postado no Twitter um vídeo ao lado de outro gigante do varejo, Mário Gazin, onde Gazin praticamente assume ter injetado verba na campanha de Bolsonaro. Questionado sobre o caixa 2, Bolsonaro admitiu ter conhecimento da ilegalidade do que foi feito.

No vídeo publicado dia 28 de agosto pelo próprio Bolsonaro, Hang pergunta à Gazin em quem se deve votar no primeiro turno e ele responde dizendo: "Bolsonaro, e no primeiro turno para nós não termos que gastar mais dinheiro no segundo turno”.

Veja o vídeo abaixo:

Gazin praticamente admite ter gasto dinheiro com a campanha de Bolsonaro no primeiro turno, defendendo em alto e em bom som que a vitória ocorresse no primeiro turno, para que não fosse preciso gastar mais dinheiro.

Hang coagiu diversas vezes seus funcionários à votar em Bolsonaro, ameaçando-os de demissão, protagonizou diversos escândalos no primeiro turno enquanto fazia uma campanha ofensiva à Jair Bolsonaro.

Bolsonaro nada tem de "livre", conforme afirma em sua campanha eleitoral, estando aliado aos empresários de diversos setores do mercado até o pescoço, e agora, mais evidente ainda essa aliança, quando é trazido às claras que um grupo de empresários teria injetado dinheiro em sua campanha. O programa de Bolsonaro preenche todos os interesses dos capitalistas nacionais e estrangeiros, como afirmou seu vice General Mourão, que o carro-chefe de um possível governo seria a reforma da previdência. A "mãe das reformas" não aplicada por Temer, é um alvo de grande interesse dos capitalistas, um brutal ataque que impedirá a classe trabalhadora de ter uma aposentadoria digna.




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