GOLPE DE ESTADO NA BOLÍVIA

[VÍDEO] Bolívia: Assembleias de moradores de El Alto se dão após massivas mobilizações em La Paz

Milhares de moradores de El Alto [região periférica e metropolitana de La Paz] se mobilizaram nessa terça-feira em direção ao centro da capital boliviana, onde realizaram uma assembleia para discutir suas demandas. Durante a marcha, se escutavam palavras de ordem contra Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho, contra os ataques racistas e em defesa da wiphala, símbolo dos povos originários.

quarta-feira 13 de novembro| Edição do dia

Milhares de moradores de El Alto [região periférica e metropolitana de La Paz] se mobilizaram nessa terça-feira em direção ao centro da capital boliviana, onde realizaram uma assembleia na praça São Francisco, para discutir suas demandas.

Durante a mobilização era possível escutar consignas contra Mesa e Camacho, contra os ataques racistas e em defesa da wiphala, símbolo dos povos originários, que foi queimada nos dias anteriores por grupos xenófobos e racistas, incentivados pela direita no marco da consumação do golpe de Estado no último domingo (10).

Outras das palavras de ordem que foram levantadas foram “Outubro negro não foi esquecido”, “Outubro de 2003 não se esquece”, em alusão ao massacre perpetrado pelo governo de Gonzalo Sánchez de Lozada após a aprovar uma intervenção militar para reprimir ferozmente os protestos durante a chamada Guerra do Gás (levante que tinha como principal objetivo impedir que o gás fosse exportado ao invés de abastecer o próprio povo boliviano).

Grande parte dos participantes da assembleia na Praça de São Francisco começou a se deslocar para a Praça Murillo, nas imediações da Assembleia Legislativa, onde a oposição procurava designar a senadora Jeanine Añez Chavez, como a nova presidente após o golpe de estado e a renúncia de Evo Morales.

Uma hora depois, as ruas circundantes aos 6 acessos à praça Murillo estavam cheias de manifestantes que haviam descido de El Alto. A manifestação se instalou fora da praça, que está fechada, onde se mantiveram em vigília.

Antes, em um ato de provocação, o líder direitista e racista do autonominado Comitê Cívico de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, convocou desde suas redes sociais para marchar em direção à Praça Murillo para garantir a posse de Añez.

Embora a Praça Murillo se encontre cercada e militarizada, um grupo de manifestantes chegou às proximidades da Assembleia Legislativa e exigiu poder entrar para ler uma carta solicitando a renúncia da senadora Añez, por instigação à violência, e sinalaram que os 14 distritos de El Alto rejeitam a possibilidade de posse de Añez.

As manifestações continuam e, enquanto algumas de suas fileiras vão para a Plaza Murillo, outras se dirigem até a praça São Francisco, onde poderia haver uma nova Assembleia mais tarde.




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