G20 NA ARGENTINA

VÍDEO: Ato da Frente de Esquerda em repúdio ao G20

O ato foi realizado na Cidade de Buenos Aires (CABA), onde está ocorrendo a reunião de negócios dos países membros G20. Logo, as organizações que compõem a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT no espanhol), se somaram à mobilização geral contra à Cúpula imperialista.

sexta-feira 30 de novembro| Edição do dia


Video Acto del Frente de Izquierda en repudio al G20 - YouTube

Reproduzimos abaixo a declaração do comunicado da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, composta por organizações como o PTS, (Partido dos Trabalhadores Socialistas), irmão argentino do MRT no Brasil, o PO (Partido Obrero) e a Isquerda Socialista.

"A Frente de Esquerda e dos Trabalhadores (FIT) repudia à cúpula do G20 na Argentina, que reúne os chefes de Estado que executam a política da guerra, militarismo e agressão aos explorados e exploradas de todo o mundo.

Os mandatários que vieram à Argentina [Donald Trump (EUA), Michel Temer (BRA), Angela Merkel (ALE), Teresa May (Reino Unido), Vladmir Putin (RUS), Recep Erdogan (TUR) e outros], são responsáveis pelos massacres e bombardeios contra os povos da Síria, Líbia, Iraque, Palestina, Yemen, Kurdos, entre outros.

São como Trump, que militariza toda a fronteira dos Estados Unidos para reprimir as caravanas de milhares de hondurenhos e guatemaltecos que fogem da miséria que provoca o próprio imperialismo e seus representantes locais, como Enrique Peña Nieto no México.

Ou como Macron, que na França reprime a luta popular dos "coletes amarelos" contra a elevação dos combustíveis e a ruína às que o grande capital os tem levado.

Ou como o direitistas italiano que estigmatiza e reprime a entrada de refugiados da Síria e do continente africano.

Em Buenos Aires, colocaram sua agenda à serviço do capital internacional e à "hipoteca" da dívida externa.

As principais potencias imperialistas do G20 são as que comandam o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o saque em curso contra o povo argentino: desvalorização dos salários e das aposentadorias, aumento de tarifas básicas, falências e demissões, para pagarmos a fraudulenta dívida aos especuladores.

Porém, o G20 será também o cenário de ferozes disputas pelo mercado mundial; entre os Estados Unidos de Trump e a burocracia restauracionista da China; entre estes e a União Européia dos ajustes e perseguição aos refugiados.

América Latina e Argentina, anfitriões da Cúpula, serão outro território de disputas comerciais inclusive militares.

Denunciamos que, nas chamadas reuniões bilaterais, vão querer reforçar o eixo de colaboração militar continental com os Estados Unidos, por meio da instalação de novas bases imperialistas. O direitista Bolsonaro já está discutindo esta possibilidade para a região do Amazonas.

Com pretexto do narcotráfico e do terrorismo, querem reforçar a presença repressiva do imperialismo, com permissão para reprimir a reação popular e dos trabalhadores e oprimidos do subcontinente contra os ajustes.

Antecipando essa política de ajustes, o governo Macri e sua ministra Bullrich montaram um feroz operativo repressivo na Cidade de Buenos Aires para a reunião do G20, com o claro objetivo de bloquear a agredir quem for se manifestar.

A Frente de Esquerda repudia esse operativo repressivo e chama a defender, com uma grande mobilização, o direito de lutar contra o imperialismo, seus governos e seus agentes políticos locais.

O governo Macri é um anfitrião do G20 sob medida dos Trump, Macron e outros. Junto com lhes prestar cortesia com o brutal ajuste do "déficit zero" para lhes pagarem as dívidas dos especuladores, incluíram no debate da "cúpula" a "questão do trabalho", que não é outra coisa que a promoção continental e mundial da liquidação das conquistas laborais.

Querem se servir do G20 para reinstalar a sanção à reforma trabalhista na Argentina, que não pôde ter sido tratado depois do gigantesco repúdio da classe trabalhadora à reforma da previdência.

Denunciamos esta política reacionária, que o governo do macrismo e seus cúmplices do PJ, no Congresso e nos governos distritais, aplicam todos os dias contra os trabalhadores argentinos, em nome do FMI e das patronais.

A Frente de Esquerda denuncia também a política do kirchneirismo e seus sócios regionais - como Dilma Rousseff no Brasil e Rafael Correa no Equador - que pavimentaram o caminho para a direita no continente e, logo, agora como opositores, não lutaram contra seus ajustes, quando não foram diretamente cúmplices dos mesmos.

Na Argentina, os porta-vozes do kirchnerismo estão prometendo ao grande capital que, no caso de voltarem a governar, respeitaram a dívida externa e o acordo colonial com o FMI. Quando presidentas, Dilma e Cristina participaram de todas as reuniões do G20, assinando embaixo dos seus pronunciamentos e políticas reacionárias.

Ao se mobilizar contra o G20, a Frente de Esquerda batalha por uma frente única da classe dos trabalhadores da Argentina e do continente, contra o imperialismo, a guerra e todos os governos ajustadores.

Pela independência política dos trabalhadores, frente aos governos direitistas e ao progressismo fracassado. À barbárie capitalista, opomos a luta por governos dos trabalhadores e o socialismo internacional.

• Fora G20 da Argentina!

• Abaixo o imperialismo. Abaixo o ajuste de Macri, o FMI e os governadores. Pela ruptura de todos os pactos com o FMI.

• Pela retirada de todas as bases militares imperialistas da América Latina.

• Não às reformas reacionárias trabalhistas e previdenciárias.

• Pelo não pagamento da dívida pública.

• Pela Unidade Socialista da América Latina.




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