CENSURA

Urgente: Bolsonaro, seus deputados e seguidores querem calar os professores

A deputada estadual do PSL de Santa Catarina, Ana Carolina Campagnolo, postou nas redes um chamado aos estudantes para que denunciem através de vídeos e gravações os professores “doutrinadores”.

Maíra Machado

Professora da rede estadual em Santo André e militante do MRT

segunda-feira 29 de outubro| Edição do dia

Já está claro que entre os grandes projetos do governo reacionáriode Bolsonaro, atacar a educação pública e os professores é prioridade. Bolsonaro não escondeu em nenhum momento sua sede para “acabar com o quadro de professores e merendeiras”, faz política cotidiana de perseguição aos professores nas escolas, para impedir o livre conhecimento aos alunos e a liberdade e autonomia dos professores.

Desde que saíram dos bueiros da ditadura militar Bolsonaro e a extrema-direita escolheram os professores como um dos seus principais inimigos. Não à toa são fiéis militantes do projeto Escola sem Partido, que de acordo com a deputada do PSL, Joice Hasselmann é “a menina dos olhos” do próximo governo.

Bolsonaro e seus apoiadores golpistas querem uma escola que doutrine alunos e professores para se calarem frente aos enormes ataques que serão impostos contra a escola pública. Buscam acabar com o conhecimento científico e questionador e fazem isso porque querem ter a certeza de que poderão aplicar rapidamente a Reforma do Ensino Médio e a nova BNCC, sabem que das escolas pode emanar uma força imparável da juventude e de professores que coloque em cheque seus planos de sucateamento e privatização da escola pública.

Mal foi anunciada a vitória de Bolsonaro, fruto das eleições mais manipuladas já vistas na história de nosso país, seus defensores saíram na ofensiva em campanha para que os alunos denunciem seus professores. A deputada estadual do PSL de Santa Catarina, Ana Carolina Campagnolo, postou nas redes um chamado aos estudantes para que denunciem através de vídeos e gravações os professores “doutrinadores”.

Ana Carolina é uma árdua defensora do “Escola sem Partido” que é um projeto que visa acabar com a escola como espaço educativo e transformar em uma grande fábrica de formação de mão de obra barata e precarizada. Os defensores da extrema direita querem uma juventude que não consiga pensar e que se discipline pela ignorância, perdendo qualquer confiança em sua própria força na transformação da sociedade.

Nenhum professor deve se amedrontar frente a essas ameaças, precisamos organizar nossas forças para combater Bolsonaro, os golpistas e suas reformas. Nós professores que derrotamos Dória em sua proposta de “reforma da previdência”, junto à juventude que tomou escolas em 2015 e segue se manifestando contra os ataques à educação precisamos expressar nossa repulsa a esse governo que está junto aos grandes capitalistas para massacrar nossas condições de vida.

Bolsonaro é uma ameaça à todo o povo trabalhador com seu discurso de ódio contra as mulheres, os negros, os lgbts, indígenas e nordestinos e nossa resposta deve ser em organização e luta.

Por isso exigimos que a CUT e a CTB que rompam com sua estrategia meranebte eleitoral e aorganizen nossa classe a partir de cada local de trabalho e estudo para que derrotemos nas ruas e nas greves esse governo de ataques aos nossos direitos e liberdades individuais.

Não podemos esperar até janeiro para organizar nossas forças porque os ajustes estão sendo implementados e as tropas bolsonaristas colocam as “manguinhas de fora” para tentar nos intimidar.

As centrais sindicais precisam romper com a paralisia e qualquer ilusão nas instituições que deram o golpe e agora alentam um governo reacionário e organizar nossa luta, com assembleias nas categorias e comitês de ação contra o avanço da extrema direita.

Nos organizemos em defesa da escola pública, da liberdade para ensinar, por uma escola viva e cheia de debates, para que nossa juventude junto a cada professor combata por uma sociedade livre de preconceitos e para que a crise seja paga pelos capitalistas.




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