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Unificar e massificar nossa mobilização em defesa da universidade

Declaração da juventude Faísca - Anticapitalista e Revolucionária pela necessidade de uma mobilização unificada de estudantes, funcionários e professores da USP

quinta-feira 10 de maio| Edição do dia

No próximo dia 17 está sendo chamada uma paralisação pelo Fórum das 6 que reúne as entidades de professores, estudantes e trabalhadores das 3 estaduais paulistas. Na USP, os estudantes terão assembleia nessa quinta (dia 10) e os professores no próximo dia 14. O Sintusp ( Sindicato dos Trabalhadores da USP) aprovou em assembleia que irá paralisar dia 17/05 reivindicando aumento de salário e benefícios sociais, pela defesa dos direitos, retorno dos atendimentos no Hospital Universitário e por contratações via USP.

As universidades públicas como um todo passam por um momento de uma série de ataques destinados não somente aos funcionários mas aos estudantes e professores. Estes se expressam através da falta de bolsas de permanência estudantil; não contratação de docentes (e quando contratados são por contratos provisórios e precários) não manutenção das estruturas das faculdades, dentre outros.

Tudo isso, é parte de um mesmo projeto nacional dos golpistas de precarização à educação de conjunto, em um momento de maior subordinação aos interesses imperialistas e avanço do autoritarismo judiciário com o aprofundamento do golpe institucional através prisão arbitrária do ex presidente Lula e de medidas repressivas como o assassinato de uma vereadora negra de esquerda, cujo estado é responsável. Além de uma série de reformas a nível nacional, como a reforma trabalhista e projetos como a PEC 55, que congela por 20 anos os investimentos em saúde e educação, onde as universidades, tanto federais quanto estaduais são totalmente afetadas.

Na USP, a reitoria, alinhada à esse projeto aprovou a "PEC do Fim da USP", que congela os gastos da universidade por cinco anos, impedindo contratações via USP de professores e funcionários. Permitindo assim, o fechamento de creches, o corte de bolsas estudantis, o quase fechamento do Hospital Universitário e um aumento enorme nos postos de trabalho terceirizados na universidade. Ao mesmo tempo que se mantém os super salários e privilégios da burocracia universitária. Para conseguirmos dar uma resposta ao verdadeiro sucateamento da educação que impõe a reitoria e o governo, é preciso unir e massificar a luta com os três setores atingidos, estudantes, funcionários e professores. Somente assim conseguiremos barrar o desmonte da universidade e teremos força para arrancar nossas demandas.

O DCE e Centros Acadêmicos precisam colocar todas as suas forças para massificar a mobilização dos estudantes, convocando reuniões e assembleias de curso onde possamos debater sobre a paralisação do dia 17, unificando nossa luta com os trabalhadores e professores da Universidade.

Foto: assembleia geral dos estudantes da USP em 2014




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