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Unificar a luta dos transportes contra a "ordem" golpista da privatização

Privatização avança no governo golpista de Temer: nacionalizar a luta unificando as reivindicações de todas as categorias de transportes contra a privatização e terceirização.

sexta-feira 20 de maio de 2016| Edição do dia

Os transportes e as áreas de infraestrutura são mais um dos alvos que o governo golpista de Temer está mirando para atrair investidores do setor privado. Entretanto, em meio ao anúncio do recém empossado ministro dos Transportes, Mauricio Quintella, revelando que a "palavra de ordem do novo governo é privatizar e conceder o máximo possível", diversas lutas dos trabalhadores dos transportes também emergiram no Brasil.

Em BH e RE, os metroviários da empresa CBTU, ligada ao governo federal, entraram em greve contra a proposta de reajuste de 5,5% (metade da inflação do período). Em São Paulo, os rodoviários protagonizam paralisações e realizarão nova assembleia dia 23/05 contra a proposta de reajuste de 2,3% das empresas do setor, que recebem uma série de subsídios da prefeitura Haddad.

Nas campanhas salariais da CPTM e do Metrô também o cenário de ataques não é muito diferente. Para os ferroviários, a empresa quer parcelar o reajuste de 10,44% em 2 parcelas, março e setembro. E o Metrô, a companhia carro chefe do Governo Alckmin, mantém a demissão dos metroviários da greve de 2014, e busca atacar mais conquistas do Acordo Coletivo (valor da hora extra, estabilidade por doença, aviso prévio). Até o fechamento dessa edição, a empresa ainda não havia se pronunciado sobre o índice de reajuste.

Diante esses ataques aos direitos dos trabalhadores, que também afetarão toda a população, com serviços mais precários e uma passagem mais cara, é fundamental nacionalizar essas lutas, unificando as reivindicações de todas as categorias de transportes, colocando-as num caráter político de combate da privatização e terceirização que o novo governo golpista já anunciou. Nós trabalhadores do transporte cumprimos um papel estratégico e temos força não somente para resistir a esse projeto de desmonte do transporte público, como também para iniciar uma forte mobilização, base para levantar uma assembleia constituinte livre e soberana, onde desde aí possamos responder de fundo a crise dos transportes exigindo a estatização sob controle dos trabalhadores e usuários de todos os setores.




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