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Unicamp: Contra Bolsonaro, estudantes se organizam com assembleias, paralisações e comitês

Desde a semana passada os estudantes da Unicamp estão se colocando em luta contra o avanço da extrema direita e o projeto autoritário expresso na candidatura de Jair Bolsonaro. Já são quase dez institutos que votaram paralisações e em vários cursos estão acontecendo assembleias para debaterem e tomarem iniciativas contra a escalada autoritária.

quarta-feira 17 de outubro| Edição do dia

“#EleNão: IFCH vota 13 contra o fascismo! Marielle e Mestre Moa presentes!”; “Ele não: IE na luta contra a extrema direita. Voto crítico no Haddad. Mestre Moa presente”; “IA paralisa contra Bolsonaro!”; “#EleNão! Unicamp vota Haddad 13! Ditadura Nunca Mais! Marielle e Mestre Moa presentes!”;” #EleNão. Em defesa daqueles que lutam e da universidade pública. Ditadura nunca mais. Marielle e Mestre Moa presentes.”; são alguns dos motes sendo aprovados nas assembleias de curso junto a criação de comitês contra Bolsonaro.

Todo o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) está paralisado entre os dias 16 e 19 e hoje, quarta-feira, ocorre uma assembleia de estudantes, professores e funcionários. Ainda hoje terão assembleias nos cursos de Química e Matemática. Os estudantes da biologia, economia, das engenharias química e elétrica já seguiram as mobilizações e votaram paralisações esta semana.

Na maior parte dessas assembleias estão sendo criados comitês de base que organizam rodas de conversa, panfletagens e debates contra Bolsonaro, além de mutirões para conversas de esclarecimento com a população e comunidade universitária.

De acordo com a estudante de Ciências Sociais e militante da Faísca, Vitória Camargo,

"essa mobilização que está crescendo na Unicamp é fundamental para derrotar o avanço da extrema direita, o golpismo e as reformas de Temer. Bolsonaro é a continuação violenta disso tudo. A mobilização é essencial para derrota-lo. Por isso é fundamental que a UNE, dirigida pelo PT e PCdoB, multiplique experiências como essa por todas as universidade e lugares de estudo do país criando comitês por toda a parte. Nós da Faísca estamos acompanhando o rechaço a Bolsonaro nas urnas de inúmeros estudantes votando criticamente em Haddad contudo sem dar apoio político ao PT e sua estratégia meramente eleitoral. Temos claro que os estudantes foram linha de frente ativa contra o golpismo e seu ativismo e sua aliança aos trabalhadores é determinante para derrotar Bolsonaro e o lixo ideológico da extrema direita!"




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