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Unesp pode deixar de pagar 13° dos trabalhadores

Em entrevista veiculada no ultimo fim de semana, Roberto Valentini, Reitor da Unesp afirmou ter feito pedido pelo menos R$ 170 milhões para o governo Alckmin.

terça-feira 21 de novembro| Edição do dia

Os trabalhadores ativos e aposentados da Universidade Estadual Paulista podem ficar sem receber seu 13° neste fim de ano pois segundo o reitor Roberto Valentini a instituição não possui orçamento suficiente para honrar este compromisso.

O não pagamento pode atingir os 6.175 trabalhadores ativos, dentre os quais 2.126 professores, além dos 6.528 inativos. A Unesp possui quase 53 mil alunos distribuidos em 24 campus, sendo 22 no interior, uma na capital e uma no litoral paulista.

A questão é que há um abismo entre a expansão das universidades paulistas e o repasse que o governo estadual reserva para estas universidades. Não é de hoje que sabemos e denunciamos o papel que cumpre o governo do PSDB nos mais de 20 anos de gestão no Estado de São Paulo.

Durante todo esse periodo o repasse reservado para as universidades permaneceu o mesmo 9,57% do ICMS arrecadado. E com a queda na arrecadação do tributo nos ultimos anos a resposta do governo foi o corte nos salários dos trabalhadores, terceirização e precarização dos serviços, além do impacto direto nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento dos diversos cursos.

Trata-se de um projeto consciente do governo do PSDB e de Alckmin de sucateamento da educação publica nas universidades.

Ciente desta situação o reitor da Unesp em sua entrevista sugere que diante do projeto da universidade que expandiu suas unidades e a oferta de cursos, o ideal seria que se fortalecesse as parcerias publico-privadas. Ai chegamos ao ponto sensível de todo o projeto tucano: sucatear para justificar a privatização e as parcerias com os grandes capitalistas que querem lucrar não somente com ensino mas com todo o potencial cientifico e tecnológico produzido nas universidades.

Além disso, Valentini demonstrou a vontade de realizar reformas na estrutura da universidade dentre as quais citou um enxugamento no número de departamentos que claramente afetaria o número de docentes da universidade e continua, dizendo que "há necessidade de mudar a forma de ensinar" defendendo que a sociedade mudou e questionando "vamos continuar (...) usando momento presencial para passar matéria?". O raciocínio do reitor é claríssimo, propõe que existam menos professores e que a educação seja feita à distância.

Estamos contra todos os ajustes e as reformas por entender que este projeto de educação não serve aos que realmente constroem as universidades, lutamos para que trabalhadores, estudantes e professores possam decidir o futuro e coloquem a universidade a serviço dos trabalhadores e do povo pobre, lutando pelo fim do vestibular e pela estatização de todo o sistema de ensino.




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