Mundo Operário

PRÉ-CANDIDATURA

Uma voz anticapitalista pra fortalecer a luta dos metroviários de São Paulo

Em todos os lugares notamos que a Crise Econômica chegou com força ao Brasil. Desde a "marolinha" anunciada por Lula em 2008, passando pelo levante da juventude em Junho de 2013 contra o aumento dos transportes e pelos ajustes feitos por Dilma contra os trabalhadores, até chegar ao golpe institucional feito por Temer e Cunha no congresso, sentimos cada uma dessas fases da crise em nossa vida cotidiana: aumento do custo de vida, do aluguel, fechamento de projetos sociais, anúncio de privatização em todos os setores, cortes na educação e na saúde, vários ataques aos trabalhadores, desemprego recorde e cortes nos salários.

quarta-feira 13 de julho de 2016| Edição do dia

Como resposta a isso, diversos setores entraram em greve, contra as demissões, arrocho salarial ou pelo pagamento atrasado dos salários e por melhores condições de trabalho e de vida. Infelizmente, lutando de maneira isolada, seja pela ineficiência dos sindicatos e das centrais sindicais dirigidas pela CUT e a CTB, que não lutaram contra o golpe com medo dos trabalhadores não quererem parar caso a Dilma voltasse e continuasse os ataques que Temer assumiu, e também das centrais de esquerda, como a Conlutas, que não buscou uma unidade efetiva entre as categorias em greve e onde é dirigida pelo PSTU levou a algumas importantes derrotas, como entre os metalúrgicos de São José dos Campos e em nossa categoria na greve de 2014 com 42 demitidos.
Apesar da ausência de uma política de unificação por parte do nosso sindicato, algumas categorias e movimentos de mulheres e juventude estiveram lado a lado com os metroviários, dentre os quais a Juventude às Ruas (hoje sob o nome de Juventude Faísca), o grupo de mulheres Pão e Rosas e o sindicato dos trabalhadores da USP (SINTUSP). Este último teve uma figura que se destaca: Diana Assunção. Como diretora do SINTUSP, esteve presente em diversas de nossas principais assembleias e atos contra as demissões, se colocando ao lado dos metroviários nos momentos mais decisivos de nossa categoria e levando o apoio dos trabalhadores e estudantes da USP consigo, que fizeram cortes de rua e atos em apoio a nossa última greve.

Para Marília, demitida politica de 2014 "Diana é uma mulher forte e lutadora, esteve sempre ao lado dos trabalhadores, sejam eles efetivos ou terceirizados, em defesa de seus direitos e seus empregos. Essa é a pré-candidata que pode fazer algo pelos trabalhadores, pois se coloca até o final do nosso lado e não ao lado dos patrões. Além disso, sua pré-candidatura vai no encontro da primavera das mulheres e da juventude que ocupou escolas e venceu Alckmin em São Paulo, de lutar pelos diretos das mulheres, dos negros e da juventude".


Diana no Encontro de Mulheres Metroviárias, onde participou de uma mesa

No ponto de vista de Felipe Guarnieri, operador de trem e cipista da Linha 1 "Diana é a única pré-candidata capaz de levar um programa anticapitalista para a câmara. Devemos deixar de permitir que os patrões lucrem às nossas custas, com a taxação das fortunas e o não pagamento da dívida externa e que os políticos sigam enriquecendo com seus cargos. Por isso Diana vai defender que ’todo político ganhe o mesmo que uma professora’ e que os mandatos sejam revogáveis a qualquer momento, encerrando assim o ciclo de espera para a renovação dos políticos que não defendem a população ou mentem durante suas campanhas.


Um dos atos dos trabalhadores da USP contra a demissão dos metroviários

Se colocar contra os governos privatizadores de Alckmin e Temer faz parte do papel de uma pré-candidata anticapitalista e Diana Assunção é a candidata que pode fazer a diferença nesta luta. Por um plano de lutas contra as privatizações, sejam elas do metrô ou da USP, contra os ataques aos trabalhadores e a juventude, conte com Diana Assunção, para fortalecer uma voz anticapitalista em São Paulo.

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