Gênero e sexualidade

#OSENADOÉRESPONSÁVEL

Uma jovem morreu devido às consequências de um aborto clandestino

A jovem havia entrado neste domingo na emergência de um hospital em Buenos Aires, onde passou por uma histerectomia de emergência. Ela tinha um filho de dois anos. O caso foi divulgado pela Rede de Profissionais pelo Direito de Decidir.

terça-feira 14 de agosto| Edição do dia

Apesar da intervenção cirúrgica de emergência, a mulher não sobreviveu. O grupo de médicos, médicos e outros profissionais de saúde anunciou que a menina tinha 24 anos e recordaram as declarações cínicas da governadora da Província de Buenos Aires que, antes da sessão do Senado na última quarta-feira (8), indicara que ficaria aliviada se a câmara superior não aprovasse a legalização do aborto.

Organizações de mulheres convocam hoje para repudiar esta morte causada pelo aborto clandestino, às 18h00, à Casa da Província de Buenos Aires, localizada na Av. Callao 237 da Cidade de Buenos Aires.

"O clandestinidade é isto, governadora, é o que estão vivendo essa mulher e sua família", denunciaram os profissionais da Rede, quando a jovem entrou no hospital em quadro grave. "A clandestinidade confronta as pessoas grávidas com riscos reais à sua saúde", continua a declaração, "vemos diante de nossos olhos quais são os custos de votar contra o aborto seguro, livre e legal. A clandestinidade compromete a saúde das mulheres e das gestantes? Ainda há alguma dúvida de que temos que dar uma resposta do sistema de saúde?”, seguiu a denúncia da rede de profissionais de saúde.

Imediatamente, as notícias começaram a viralizar nas redes sociais com a hashtag #ElSenadoEsResponsável.

A Campanha Nacional pelo Direito ao Aborto Legal, Seguro e Livre denunciou, em comunicado, que “diante da rejeição e/ou da abstenção de uma lei fundamental na Câmara dos Senadores da Nação, também responsabilizamos as autoridades provinciais. Neste caso, a governadora da província de Buenos Aires, María Eugenia Vidal, responsável pela implementação do Protocolo para a Atenção Integral das pessoas com direito à Interrupção Legal da Gravidez do Ministério da Saúde da Nação. Quem manifestou sentir-se ‘aliviado’ porque o aborto continua clandestino.”

Com indignação, a coalizão que apresentou o projeto em sete ocasiões ao Congresso Nacional perguntou: "Quantas mulheres e pessoas gestantes mortas mais precisarão entender que o aborto deve ser legal, seguro e gratuito na Argentina? A clandestinidade não salva nenhuma vida. A clandestinidade mata. Por Liz e tantos outros, será a Lei!"

Durante esses meses de debate no Congresso, o próprio ministro da Saúde da Nação disse que, segundo dados oficiais, 354.627 abortos são realizados no país a cada ano, o que equivale a 41 interrupções da gravidez, por hora. Como consequência desses abortos que ocorrem na clandestinidade, mais de 70 mil mulheres devem ser hospitalizadas, algo que, segundo o funcionário do governo, seria reduzido a menos de 1.500 internações se fosse legal. Algo que o Senado acaba de impedir, permitindo que continuem as mortes de mulheres que são evitáveis.

Organizações de mulheres convocam hoje para repudiar esta morte causada pelo aborto clandestino, às 18h00, à Casa da Província de Buenos Aires, localizada na Av. Callao 237 da Cidade de Buenos Aires.




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