Juventude

SANTO ANDRÉ

Uma das saídas pra FSA é que a reitora saia!

Na fundação Santo André a crise só se aprofunda, de reitoria em reitoria as dívidas e a falta de transparência foram apenas aumentando. A infra estrutura dos prédios não se mexe a anos, os professores estão sem receber seus salários completos desde 2015 e cada vez diminui mais o número de alunos e da inadimplência devido as altas mensalidades.

terça-feira 18 de outubro| Edição do dia

A situação na FSA já é de calamidade há anos, mas desde que o reitor José Amilton renunciou, a situação tem piorado ainda mais. A atual reitoria, expressa pela figura da Professora Leila, está fechada ao diálogo, tanto com os estudantes quanto com os professores, não se tem clareza de qual é o verdadeiro problema da FSA. Neste último mês de outubro o conjunto dos professores de todo o Centro universitário receberam de salário o valor de R$1.000 e sem nenhuma previsão de quando receberam o restante, se vão receber o mês de novembro e a PLR referente a 2015 ainda não foi paga e não existe nenhuma previsão.

Os professores após inúmeras tentativas de diálogo com a atual reitoria, tentando buscar saídas para a crise da FSA, tentando ver a melhor forma de “salvar a FSA”, iniciaram um movimento reivindicando que a reitoria entrasse com uma ação judicial contra a prefeitura para que a mesma pagasse a FSA o montante de R$28 milhões de reais, valor que deve a universidade (fruto do não repasse de verbas e da construção de um prédio onde a prefeitura se colocou responsável a pagar e até hoje não devolveu o dinheiro a universidade), foram recolhidas centenas de assinaturas para exigir a cobrança da prefeitura e mais uma vez a reitoria se nega a levar a frente qualquer medida que busque cobrar a prefeitura de seu papel.

Frente a essa situação na última assembleia do corpo docente no dia 13.10 (quinta) os professores decidiram entrar com uma ação, sobre o processo de destituição da reitoria e antecipação das eleições, para exigir de uma nova reitoria que cobre a prefeitura para que assim a universidade possa tomar folego para se manter, combinado a prefeitura voltar a dar o repasse a universidade que É PUBLICA!

O Esquerda Diário conversou com alguns professores como a Profº Lívia Cotrim e o Profº Ivan Cotrim do colegiado de Ciências Sociais onde eles afirmaram que: “Se não for abandonada a insistência no PROIES e não for judicialisar, duramente, essa prefeitura a reitoria não tem que permanecer na Gestão da FSA, pois ela sabe que só temos essa saída. A crise da FSA é mais antiga que essa reitoria, mas está não está se dispondo a dar a solução que consideramos fundamental. ”

Já o professor Sandro Assencio do colegiado de Geografia nos disse que: “A Fundação Santo André encontra-se em situação financeira crítica, com possibilidade até mesmo de encerrar suas atividades. A atual reitoria é incapaz de gerir a crise e ainda faz corpo mole em relação a atual gestão municipal, ao não exigir dela o pagamento de quase trinta milhões de reais, montante referente ao repasse da subvenção e a construção um dos prédios da faculdade se engenharia.

É preciso que a atual reitoria saia o mais rápido possível do controle da Fundação, para que assim funcionários, alunos e professores de todas as unidades possam discutir aberta e amplamente os rumos da Fundação Santo André, pois o ônus coube ao corpo discente, que praticamente sustentou e sustenta sozinho, por meio do pagamento das mensalidades, as três unidades da Fundação e o Colégio”.

O processo para chamar novas eleições, é um processo que pode levar alguns meses mas os professores acreditam que no início do ano que vem já será possível fazer novas eleições e colocar uma reitoria que cobre a prefeitura, para que a universidade possa dar seus primeiros passos de recuperação.




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