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EXÉRCITO NO RJ

Um mês de repressão violenta das tropas do exército não diminui violência no Rio

Homicídios, roubo de cargas e de veículos aumentaram no último mês. Apenas roubos a pedestres caíram. Abuso de autoridade foram denunciados e a chegada das forças armadas no Rio de Janeiro mostra sua verdadeira cara: reprimir a população.

quarta-feira 30 de agosto| Edição do dia

Os dados são do jornal Extra e comparam crimes registrados em delegacias de todo o estado nos últimos dias com os do ano passado - critério idêntico ao utilizado pela própria secretaria de segurança.

Roubos de carro no último período registraram 3.916 casos. No ano passado ocorreram 2.568 - aumento de mais de 50% nesse último mês com as tropas. Só na capital o aumento foi de quase 60% (1.112 casos no ano passado para 1.756 este ano).

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Homicídios em todo o estado no mesmo período de 2016 chegaram a 344. Neste ano houve um leve aumento para 355 (sendo que na capital pulou de 81 para 111, aumento de 27%).

Os cerca de 8,5 mil homens à disposição do comando da operação atuaram poucas vezes ao longo deste último mês e basicamente para efetuar o que são chamadas as “operações vaga-lumes” que consistem basicamente em subir o morro para descer no mesmo dia - ação que sistematicamente desrespeita o direito dos trabalhadores, invadindo casas de maneira arbitrária e abusando da autoridade.

Combinado ao aumento de roubos e homicídios, se ampliou também o rechaço às forças armadas no Rio por todo o país. Não foram poucas as fotografias de soldados revistando crianças e mulheres a caminho da escola ou de suas casas, escancarando a violência da operação e seu verdadeiro objetivo: reprimir a população, em especial pobre e negra.

Na medida em que a crise avança no estado, o governo manda tropas armadas para conter qualquer tipo de revolta contra os políticos e os empresários que estão lucrando com toda essa situação de miséria crescente. Com tudo isso caem as máscaras da operação: não é por segurança, é por repressão. É por autoridade e sangre de jovens negros nas vielas das favelas.




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