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Um CAIA para combater os golpistas e que queira: arte por toda parte

Após uma greve histórica, iniciada pelo Instituto de Artes da Unicamp, contra o golpe, os cortes milionários, em defesa das cotas e da permanência estudantil, o que queremos do nosso Centro Acadêmico?

quarta-feira 5 de outubro| Edição do dia

Fonte da imagem - Centro Acadêmico do Instituto de Artes da Unicamp (CAIA)

Atípico é pouco para o ano de 2016. Ocupamos a reitoria, fizemos uma greve de três meses, em meio ao golpe institucional da direita e com algumas . importantes vitórias. Lutamos, gritamos, fizemos manifestações, debates, rodas de conversa, atividades de modelo vivo, peças. Chegamos ao nosso limite, sentimos o ódio do conservadorismo que despeja seus ataques sobre nós e orgulho do que pudemos construir na grande greve histórica da UNICAMP, afinal, não é qualquer greve que para 80% da universidade. Defendemos com unhas e dentes as cotas e a permanência estudantil. Junto às outras estaduais paulistas lutamos contra a privatização da universidade, por acesso e contra os cortes milionários.
Mas para que serve uma entidade estudantil?

Para nós da Faísca ele é um instrumento de auto organização dos estudantes. Um espaço político para debater, politizar, tomar posições, organizar as lutas e resistência necessárias dentro e fora da universidade. Ele deve ser democrático, ou seja, não monolítico com as ideias de um determinado grupo político, mas sim aberto para as posições do conjunto dos estudantes, por isso defendemos a proporcionalidade na gestão. Dessa forma, todas as chapas que se propuserem durante as eleições poderão ocupar cadeiras na gestão em um número proporcional à quantidade de votos que obtiverem. Com isso os estudantes poderão se testar na prática com as diferentes concepções de entidade e posicionamentos políticos durante o ano todo.

Defendemos também que a gestão do Centro Acadêmico tenha um programa que aponte para a subversão da universidade falsamente pública. Um programa que exija a presença da juventude negra e trabalhadora nas salas de aula, reverta o conhecimento para a população e não para grandes empresas, vá de frente com a estrutura de poder arcaica e aristocrática da universidade e coloque os estudantes lado a lado com os trabalhadores. No IA, isso tem ainda um outro lado: a necessidade de um intercâmbio artístico e cultural com a população de Campinas, o que ganha ainda mais peso agora que Jonas foi reeleito, o mesmo Jonas que não faz o repasse de verba para os projetos aprovados pelo FICC e que não paga o cachê dos artistas e produtores culturais locais.Visando isso, defendemos que o Centro Acadêmico atue no sentido de incentivar entre os alunos propostas de projetos de extensão, assim como seja propositor, uma vez que, o contato com a população nos tempos atuais se faz necessária e irremediável.

Queremos nosso direito à livre produção artística, ao nosso teatro (cadê a verba disponibilizada pela AEPLAN no dia 7 de junho, Tadeu? A manobra era tão fraca assim que o dinheiro se dissipou?) e a estruturas necessárias para nossas disciplinas, mas queremos também que tudo isso esteja a serviço de todos! A juventude e os trabalhadores de Campinas também têm direito de produzir e ter acesso à arte e à cultura! Contra os ataques de Jonas, contra o Ministério da Cultura golpista de Temer, queremos um Centro Acadêmico que organize os estudantes para fora das salas de aula e do Instituto, na luta por construir uma sociedade onde todo piso será palco, toda parede mural e a cidade inteira poesia!

Hoje, quarta-feira, faremos Assembleia Geral dos Estudantes do IA, com as pautas de Audiência Pública sobre as Cotas na UNICAMP, a Reforma do Ensino Médio e o estatuto do CAIA. As 12h30 no auditório do IA. Chamamos a todos!




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