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Reitoria USP | USP quer expulsar 600 estudantes: abaixo os jubilamentos na FFLCH!

Exigimos o cancelamento imediato de todos jubilamentos durante a pandemia!

segunda-feira 22 de novembro | Edição do dia

Na última semana, a comissão de direitos humanos da Faculdade de filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP soltou uma nota de posicionamento contrário ao jubilamento de 600 estudantes da Faculdade durante a pandemia, uma situação escandalosa que expressa mais uma vez o extremo elitismo da Universidade de São Paulo.

São centenas de estudantes que terão seu direito de acesso ao conhecimento produzido pela universidade, mesmo após terem logrado furar o filtro social e racial do vestibular, arrancado. Essa situação é mais uma expressão do nível extremo de elitismo que essa universidade carrega desde sua fundação e que hoje por hoje afeta não somente os 600 da FFLCH que temos informações, mas mais centenas de estudantes em diversos cursos e campi da universidade que estão passando por essa situação.

Durante a pandemia, fomos obrigados a conviver com a transformação do nosso ensino em ensino remoto. No momento em que isso se implementou na universidade, o movimento estudantil se colocou contra esse modelo de ensino, já que, para além da precarização por ele carregada, se colocava um problema concreto na vida de milhares de alunos: a falta de acesso a equipamentos adequados para participação das aulas online, o que se somou ao aumento grotesco dos índices de depressão e ansiedade, parte do que levou ao suicídio de 3 estudantes em menos de 3 meses.

Isso se expressou de forma ainda mais gritante com os estudantes do CRUSP, moradia estudantil da USP, que foram abandonados pela reitoria da universidade no momento mais crítico da Pandemia, sem acesso a internet e diversos itens básicos de moradia, como cozinha, e alguns blocos chegaram a ficar sem água em meio ao surto de Covid no país. Tudo isso afetou em especial os estudantes negros, mulheres e mães, os que mais sofrem os impactos dessa política sistemática de expulsão de estudantes por parte da reitoria a nível usp mas que ao longo da Pandemia se intensificou a nível nacional em diversas universidades.

Nos próximos dias irá acontecer a falácia chamada "consulta" a comunidade universitária para as eleições para Reitor. Como já expressamos nessa nota aqui, ambas as chapas que estão concorrendo não apresentam nem de longe uma saída para as demandas da comunidade universitária, que hoje por hoje se vê espremida por um projeto estratégico de privatização da USP. São cada vez mais direitos arrancados com a intensificação da precarização do ensino e do trabalho dentro da universidade.

Não podemos aceitar a expulsão de mais de 600 estudantes da FFLCH!

O Movimento Estudantil precisa se unificar nesse momento em defesa de cada um dos alunos que estão sob ameaça de jubilamento e exigir a reintegração imediata a universidade. Para isso precisamos de uma articulação dos centros acadêmicos e do conjunto dos estudantes.

Nos somamos ao abaixo assinado realizado pelo CEUPES, centro acadêmico do curso de Ciências sociais e chamamos todos os estudantes a assinarem. É preciso fortalecer medidas como essa e impulsionar de maneira conjunta iniciativas que se coloquem a serviço dessa luta.

Colocamos o Esquerda Diário nas mãos desses estudantes que estão tendo seu direito de estudar negado, assim como centenas de milhares de estudantes pelo país que sentem na pele essa política racista e elitista todos os dias, como estamos presenciando cabalmente com a crise em torno do ENEM (nota).




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