Educação

USP exclui HU e contratação de trabalhadores do planejamento financeiro para os próximos quatro anos

quarta-feira 14 de novembro| Edição do dia

Na sessão extraordinária do Conselho Universitário da USP, realizada terça-feira, dia 13/11/2018, foi apresentado e votado o Planejamento Plurianual financeiro da USP para o período de 2019 a 2022 e as diretrizes orçamentárias para o ano de 2019. Nas diretrizes gerais fica mantida a suspensão de contratação de servidores técnico-administrativos, enquanto no Planejamento Plurianual se prevê o investimento de R$93,8 milhões na contratação de mais 550 docentes.

Os documentos apresentados inicialmente pela Comissão de Orçamento e Patrimônio da Reitoria apresentavam uma revisão orçamentária do ano de 2018. As projeções orçamentárias, baseada na diferença entre receita e despesas estimadas para o ano de 2018 foram superadas pela realidade, ou seja, mesmo com o reajuste salarial de 1,5% (abaixo da inflação e ainda mais abaixo do que o valor exigido pelo Fórum das Seis), com o aumento do vale-alimentação que estava arrochado há cinco anos, e com a contratação de 150 novos docentes, a USP manteve um saldo orçamentário no ano de 2018 de R$78, milhões acima do planejado no início do ano.

Conforme denunciou o representante dos trabalhadores no Conselho Universitário, isso demonstra que a Reitoria poderia ter concedido em 2018 um reajuste salarial equivalente à inflação e, inclusive, ter garantido a reposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos, que ainda assim haveria uma economia do orçamento inicialmente planejado.

Mesmo com uma previsão de que para o ano de 2019 a USP tenha um orçamento superavitário de R$206 milhões – ou seja, um acúmulo de verba após um sequencia de cinco anos deficitário – a Reitoria aprovou em suas diretrizes orçamentárias para 2019 manter suspensas as contratações de novos servidores técnico-acadêmicos, política que tem inviabilizado o atendimento nas creches, no Hospital Universitário e nas atividades de manutenção exercidas pelas Prefeituras dos campi e que, mantida durante mais um ano, significará um aprofundamento na precarização do trabalho dentro da Universidade e piora nas condições de saúde dos trabalhadores.

Além desse ataque contido na diretriz para 2019, o Planejamento Plurianual prevê o investimento de R$26 milhões em plano de carreira para docentes e para servidores, na proporção de 50% para cada categoria. Durante a gestão do Prof. Dr. Rodas houve dois planos de carreira para funcionários na Universidade, e o que foi visto em diversas unidades foi a utilização dessa política como moeda de troca pelos Diretores e Chefias para beneficiar apadrinhados e prejudicar desafetos, assim como cooptar parte da categoria favorecida enquanto arrochava o reajuste salarial do conjunto da categoria.

É necessária uma valorização com equidade de todos os trabalhadores da Universidade de São Paulo, cujo poder de compra daqueles que se encontram no nível básico da categoria foi reduzido em 1/3 nos últimos cinco anos.

Abaixo segue a fala do Conselheiro Adriano Favarin, Diretor do SINTUSP e representante eleito dos trabalhadores no Conselho Universitário, que também rechaçou o comunicado do CRUESP de que a UNESP não pagaria o 13º salário dos servidores:




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