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GREVE DA USP

USP descumpre decisão judicial e desconta salário de grevistas

Em mais uma demonstração de arbitrariedade e autoritarismo, a Reitoria da USP decidiu desta vez desafiar a própria decisão da Justiça e apontou na folha de pagamento do mês de Setembro o desconto retroativo de parte dos 68 dias de greve.

segunda-feira 3 de outubro| Edição do dia

Em mais uma demonstração de arbitrariedade e autoritarismo, a Reitoria da USP decidiu desta vez desafiar a própria decisão da Justiça e apontou na folha de pagamento do mês de Setembro o desconto retroativo de parte dos 68 dias de greve.

Mesmo apósdecisão judicial unânime de 28/09/16 que reiterou a legalidade e legitimidade da greve obrigando a USP a devolver aos trabalhadores os salários cortados, o Reitor da USP, Marco Antonio Zago, tenta se colocar mais uma vez acima da lei e mantém o desconto retroativo no salário de mais de quatrocentos trabalhadores da Universidade de São Paulo.

Durante a greve o Reitor já havia desafiado a justiça e tomado o arbítrio de descontar os salários antes mesmo de qualquer decisão sobre a legalidade do movimento paredista, infringindo diretamente no direito de greve e atuando de maneira discriminatória ao escolher entre aqueles trabalhadores que recebem os salários mais baixos e que mais dependem dessa renda mensal para efetuar o desconto, sendo que mais de mil trabalhadores participavam do movimento de greve em defesa das condições de trabalho e contra o desmonte da Universidade e aprofundamento da precarização e privatização do ensino.

Os trabalhadores dos restaurantes, os mais afetados pelo desconto ilegal dos salários, decidiram permanecer paralisados no dia de hoje até a Reitoria se pronunciar sobre mais essa arbitrariedade. Demais unidades, como Instituto de Química, Faculdade de Odontologia, Creches, Faculdade de Veterinária e outras que tiveram mais esse desconto também estão aguardando junto com o SINTUSP e Diretores de Base para se manifestarem em frente à Reitoria e exigir o respeito e cumprimento da decisão judicial: o fim dos descontos e o pagamento imediato dos dias cortados.




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