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MARIELLE FRANCO

Registros mostram que suspeito de assassinar Marielle foi ao condomínio de Bolsonaro no dia do crime

Registros da portaria do condomínio de Bolsonaro e de Ronnie Lessa, um dos suspeitos do assassinato monstruoso de Marielle, mostra que Élcio, outro suspeito do crime, entrou no condomínio no dia da morte da vereadora e de seu motorista afirmando que ia na casa do presidente.

quinta-feira 7 de novembro| Edição do dia

Registros da portaria do Condomínio Vivendas da Barra, onde mora Ronnie Lessa, o principal suspeito de matar a Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, foram obtidos pelo Jornal Nacional e provas encontradas podem ligar Bolsonaro ao assassinato de Marielle.

O porteiro do condomínio de Bolsonaro e de Ronnie Lessa contou à polícia que, horas antes do assassinato que ocorre no dia 14 de março de 2018, o outro suspeito do crime, Élcio de Queiroz, suspeito de dirigir o carro que disparou tiros contra o carro de Marielle, entrou no condomínio e disse que iria para a casa de Bolsonaro, naquela época deputado.

CONTROVÉRSIA

Na própria matéria, a Globo afirmou que Bolsonaro estava presente na Câmara dos deputados no dia da visita de Élcio de Queiroz ao condomínio vivendas da Barra.

Além disso, depois de menos de 24h, o Ministério público do Rio de Janeiro desmentiu o porteiro em uma coletiva de imprensa, afirmando que a informação era falsa e usando um laudo feito 2h antes da coletiva.

O mesmo MP, depois de ter sido descoberto que uma das promotoras era apoiadora de Bolsonaro, afastou tal promotora. Mais de 600 dias do assassinato de Marielle se passaram e só agora, o MP do Rio de Janeiro teria procurado o STF para se consultar sobre como proceder com o fato do envolvimento do nome de Jair Bolsonaro na investigação.

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As suspeitas se erguem ainda que, registros de presença da Câmara dos Deputados mostram que Bolsonaro estava em Brasília no dia. Embora suspeito, para entrar no condomínio, tenha oferecido o nome do atual presidente e, portanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) seria obrigado à analisar esta situação.

O passo a passo de Élcio, suspeito de assassinar Marielle e Anderson, no condomínio de Jair Bolsonaro

Segundo registros em ata do condomínio, Élcio teria entrado para ir a casa de Bolsonaro às 17h10 do dia 14 de março, em um Logan de placa AGH 8202. O porteiro revelou também que interfonou à casa do presidente para saber se poderia entrar.

Quem mandou mandou matar Marielle?

Estamos há mais de um ano sem saber quem assassinou cruelmente Marielle Franco e seu motorista Anderson no dia 14 de março de 2018. O crime, que abalou centenas de pessoas e que repercutiu internacionalmente, permanece sem respostas.

Relembre: Os policiais presos pela morte de Marielle tinham conexões com a família Bolsonaro

O ódio do partido de Bolsonaro, o PSL, contra Marielle já se manifestou dezenas de vezes, como por exemplo, o deputado Rodrigo Amorim que rasgou a placa em homenagem a vereadora.

Marielle foi morta a tiros em uma rua movimentada do Rio de Janeiro, meses após denunciar a matança policial deliberada nas favelas cariocas. A cada dia fica mais evidente a participação de agentes do Estado, entre policiais e milicianos na monstruosa execução de Marielle Franco.

A morte de Marielle e Anderson exigem respostas! As investigações devem ser independentes, para garantir que seus culpados sejam punidos.

Marielle, Presente

As informações foram obtidas exclusivamente pelo Jornal Nacional




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