Educação

ESCOLA SEM PARTIDO

URGENTE: Escola sem Partido poderá ser votado hoje na cidade de São Paulo

Está marcada uma sessão extraordinária na Câmara Municipal de São Paulo para esta quarta-feira, 21, onde será pautado o projeto Escola sem Partido, mais conhecido como Lei da Mordaça, que aprofunda a perseguição de grupos de extrema-direita a professores e estudantes nas escolas.

quarta-feira 21 de novembro| Edição do dia

Sem qualquer divulgação, sequer por parte dos grandes jornais burgueses do estado de São Paulo, como a Folha de São Paulo e o Estadão foi colocado em pauta hoje. Pelas costas dos professores e alunos, a prefeitura de Bruno Covas (PSDB), herdeiro de Doria (PSDB), e os vereadores da cidade tentam legalizar a perseguição ideológica em sala de aula.

Alegando garantir uma “proteção contra a doutrinação” em sala de aula, os vereadores buscam impedir que a escola seja um espaço onde o conteúdo crítico a respeito de diversos temas presentes na sociedade sejam debatidos. Além disso, busca censurar diretamente qualquer discussão sobre gênero e sexualidade e impedindo que os alunos tenham acesso a esse debate onde ele deve ocorrer: nas escolas, o único lugar onde o debate deve ser feito.

Essa perseguição já existe independentemente do projeto de lei, de modo que um dos vereadores de São Paulo, o direitista Fernando Holiday (DEM), é alvo de inquérito por ter feito uma “blitz” nas escolas para “caçar professores doutrinadores”. Em última instância, a intenção desse movimento e do projeto de lei é criar rusgas em sala de aula que dificultem a poderosa aliança de professores e estudantes para defender a educação dos ataques dos próximos governos.

O Esquerda Diário repudia essa medida e essa votação, que apesar de ser chamada pelas costas do professores e alunos, sem qualquer debate nas escolas, só está se aproveitando do despreparo que os sindicatos da educação, como SIMPEEM de Claudio Fonseca e a gigante Apeoesp de professores estaduais (controlada pela CUT), estão impondo a categoria. Viemos exigindo junto aos professores do movimento Nossa Classe Educação e do MRT que esses sindicatos organizem um plano de luta que organize os professores nas suas escolas, confluindo as distintas categorias contra os planos dos governos. Além do Escola sem Partido, a reforma da Previdência de São Paulo, o SAMPAPREV, voltou a pauta e nenhuma assembleia está sendo convocada para organizar a luta.




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