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UNP de Natal demite dezenas de professores e fecha unidades para aumentar seus lucros

Na última segunda feira dia 01, alunos da UNP-Laureate, unidade Floriano Peixoto, fizeram uma manifestação em protesto contra a demissão de professores e contra a fechamento da unidade Floriano Peixoto e transferência dos alunos para unidade Roberto Freire.

sábado 6 de julho| Edição do dia

Professores, mestres e doutores e com mais de 10 anos de universidade, dos cursos de Direito, Medicina e Serviço Social foram demitidos, demonstrando que se trata de uma manobra para enxugar custos e aumentar a extração de lucros aumentando a exploração docente, que deverão tomar mais turmas e mais lotadas. Esta mesma manobra de demissões estaria ocorrendo na Paraíba.

No semestre passado já foram demitidos outros professores. No curso de psicologia, vários foram demitidos e houve confusão tanto na correção e geração de notas quanto na qualidade das disciplinas ofertadas naquele semestre. Outros cursos, como o de História, hoje possuem apenas 2 professores. Portanto, essas demissões contribuem com a precarização ainda maior do ensino.

Alguns alunos falam em sair da instituição devido aos acontecimentos, alegando que a UnP não se importa com a qualidade do ensino, apenas em números, com salas sala de aula que são compostas por 60-80 alunos a depender do curso.

Segundo relato dos estudantes, a unidade que será fechada, recebia muitos discentes de regiões periféricas da cidade, devido a sua localização central. Com a mudança muitos alunos terão que pegar mais de 2 transportes para chegar a faculdade, na prática inviabilizando que estudantes pudessem seguir o curso, gerando indignação ainda maior. No prédio também funcionava a escola pública Quarto Centenário, cujos alunos foram transferidos para a unidade Nascimento de Castro. Outra perda foi o fim do convênio com o Hospital Infantil Varela Santiago que recebia alunos desta unidade, precarizando os cursos da saúde.

Essa situação é a cara do projeto de ensino que Bolsonaro destina para a juventude, se apoiando nos anos de expansão do ensino superior privado nos anos de governo do PT, onde monopólios como a Kroton-Anhanguera, a norte-americana Laureate e outros monopólios imperialistas de ensino, que lucraram como nunca com base no endividamento da juventude pelo FIES, das verbas públicas do ProUni e na oferecendo cursos precários sobretudo à juventude trabalhadora.

Com atuação do atual ministro da educação, Abraham Weintraub, declararam guerra contra as universidades públicas federais esse ano, como parte do avanço dos interesses desses grandes monopólios de ensino superior, tal como a Laureate, que querem se expandir como nunca às custas do ensino superior público. Nos dias após o anúncio do corte bilionário nas despesas discricionárias das universidades federais, as ações da Kroton-Anhanguera, Laureate e outras empresas, dispararam. Os lucros desses monopólios não param de crescer, e mesmo assim tratam seus professores, estudantes e funcionários como lixo.

Os interesses dessas corporações de ensino estão muito bem representadas por políticos como o senador do Rio Grande do Norte, Styvenson Valentin, que propôs uma lei que destina recursos do FGTS dos trabalhadores para o financiamento da expansão dessas empresas de ensino privado. Um verdadeiro lobbista desses monopólios, cuja esposa, Candysse Figueiredo é reitora da UniFacex, cujo dono é seu pai, portanto o sogro do senador, além de ser parte da ANUP (Associação Nacional das Universidades Privadas)

É inaceitável que esses políticos e Bolsonaro estejam juntos com empresários imperialistas para fazer ainda mais miserável o direito ao ensino superior da juventude. Uma juventude que é obrigada a viver um desemprego de 30% entre jovens de 18 a 24 anos, a trabalhar em empregos intermitentes, mal remunerados e nos empregos sem direito como Rappi, Uber e call centers, que quando tem tempo para estudar enfrentam mil barreiras.

Primeiro o vestibular, um filtro social e racista, que serve para impedir que os filhos da classe trabalhadora tenham acesso ao ensino superior. Resta a 76% dos que conseguem atravessar este filtro as salas de aula precárias das universidades privadas, que, como a UNP, sugam seus salários, demitem professores e funcionários e sucateiam os cursos.

Para a juventude ter acesso ao ensino superior, é preciso abolir o vestibular e estatizar as vagas privadas de ensino sob controle dos estudantes, professores e funcionários, para acabar com a mercantilização do ensino e o endividamento da juventude. Essa é parte da batalha para a universalização do ensino aos que querem estudar, assim como por uma ciência e arte produzida nas universidades públicas verdadeiramente livre e a serviço da classe trabalhadora, e não do lucro privado de empresas que direcionam as pesquisas para a produção de patentes.




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