UNITAU - por um movimento estudantil combativo e aliado aos trabalhadores e suas lutas

quinta-feira 30 de agosto| Edição do dia

Enquanto a situação nacional e internacional caminha a todo vapor, no prédio de faculdade de Ciências Jurídicas da Universidade de Taubaté parece que nada está acontecendo. Esta aparente passividade não se dá por culpa dos estudantes, que procuram debater inúmeros temas da realidade dentro da sala de aula, mas tem como um dos responsáveis o diretório acadêmico e o DCE que é extremamente ausente na vida estudantil.

De questões mínimas a questões maiores, o diretório acadêmico da faculdade de Ciências Jurídicas e também o DCE da universidade mostra as suas falhas. O diretório acadêmico em boa parte do período da manhã está fechado para os estudantes, não possui independência estudantil nem na hora de fazer eleições, pois de acordo com o estatuto um representante da direção dos professores tem que participar da comissão eleitoral e os estudantes tem que pedir permissão para a gestão do Diretório Acadêmico para participar das reuniões. Já o DCE nem aparece na faculdade. O cúmulo chega ao ponto do absurdo, quando se tem que pedir permissão para colar cartaz no mural do pátio.

O mesmo Diretório Acadêmico e DCE que deixa os novos estudantes alienados do que acontece na vida universitária, dos problemas existentes e não discute nada sobre a realidade nacional, das eleições que está sendo manipulada pelo judiciário e dos ataques que vão atingir a educação. A única coisa que o DA sabe fazer é promover algumas festas para os estudantes, nada a mais do que isso.

Esta postura do Diretório Acadêmico ajuda alimentar uma logica onde a universidade está a serviço do lucro, fazendo com que cursos como Direito custem mais de 1000 reais por mês. Uma universidade como da Unitau que tem seus campus separado pela cidade, uma logica que justamente existe para impedir qualquer mobilização dos estudantes. Se for pensar num curso como do direito, onde tende ser conservador pela sua função, o DA ajuda alimentar esse conservadorismo. Ainda que o Direito cumpre o papel de manutenção da ordem, os estudantes que saem de lá não podem ser um agente desta ordem, mas colocar o seu conhecimento para ajudar os trabalhadores, os oprimidos e os setores de esquerda.

O DA e todas as entidades da universidade precisam estar a serviço da luta estudantis, mas também tem que estar aliado aos trabalhadores da universidade, pois somente uma aliança concreta entre os estudantes e trabalhadores podemos avançar tanto nas demandas imediatas da universidade, mas também na luta por uma universidade pública, laica, gratuita e de qualidade a serviço dos trabalhadores.




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