REPRESSÃO NA USP

Polícia reprime dentro da USP estudantes que iriam realizar ocupação por moradia e permanência

quinta-feira 16 de junho de 2016| Edição do dia

Dezenas de estudantes se dirigiam aos antigos blocos K e L do Conjunto Residencial da USP (CRUSP) com o objetivo de reocupá-los e transformá-los novamente em moradia, quando foram interceptados pela polícia militar, que iniciou uma brutal repressão contra os estudantes.

Foram disparados contra os estudantes uma enorme quantidade de bombas de “efeito moral” e de gás lacrimogêneo, a tal ponto que quinze minutos após a repressão ainda haviam imensas nuvens de gás no local. Muitas pessoas passaram mal com os efeitos das armas disparadas pela polícia.

Nesse momento, há ainda grande tensão na universidade, que está bastante militarizada com diversas viaturas rondando e cercando os blocos K e L, e intimidando os estudantes que estão nas proximidades.

Os blocos K e L, construídos como o restante do CRUSP com o objetivo inicial de abrigar atletas em jogos panamericanos, foram ocupados há décadas e transformados “na marra” em moradia estudantil. Posteriormente, a reitoria removeu os estudantes e transformou os dois prédios na sede da reitoria, até que esta foi novamente transferida para o prédio próximo à Escola de Comunicação e Artes. Com destino incerto, os estudantes recorrentemente exigem sua devolução para a moradia estudantil, cuja demanda supera em muito a parca oferta de vagas.

A repressão contra estudantes é de completa responsabilidade da reitoria e do governo e denuncia mais uma vez como são tratadas as demandas daqueles que lutam pela democratização da universidade e por mais permanência estudantil. Os estudantes permanecem nesse momento no CRUSP e a polícia continua circundando a moradia e disparando diversas bombas para intimidar os moradores no local.




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