Política

UGT e Força se aliam a Temer na defesa dos ataques aos trabalhadores

Na última quarta (09) Temer se reuniu com as lideranças da UGT e Força Sindical para discutir a unidade entre as duas centrais no combate à CUT, mas principalmente para estabelecer um alinhamento com governo na defesa das reformas que retirarão direitos dos trabalhadores.

segunda-feira 14 de novembro| Edição do dia

Temer apelou às centrais, Força Sindical e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), para tentar rachar o movimento sindical, reduzir a oposição às reformas da Previdência e trabalhista e esvaziar ações contra o governo organizadas na última sexta (11) pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior central brasileira e ligada ao PT. Até o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deverá conversar com sindicalistas aliados para barrar eventual impacto negativo das propostas entre os trabalhadores.

O governo espera que as duas centrais, que juntas superam a CUT em número de sindicatos filiados, ajudem ao menos a "embalar" o discurso sobre a necessidade das reformas. Em troca, oferecerá a Paulinho (Presidente da Força Sindical) a transformação da Secretaria de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, atrelada à Casa Civil, em ministério.

Para assegurar uma que a aliança contra os trabalhadores saia dentro dos conformes o presidente da UGT, Ricardo Patah, saiu do encontro com o compromisso de levar Meirelles a uma plenária na sede da entidade em São Paulo. A exemplo do titular da Fazenda, Patah é filiado ao PSD de Gilberto Kassab, atual ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações. Segundo ele: "Faremos o encontro daqui a uns dez dias. Será uma reunião grande. O Michel gostou da ideia. Ele quer que o debate com a equipe econômica não se limite ao meio empresarial. A sociedade tem de participar", afirmou Patah ao jornal O Estado de S. Paulo

Patah disse também que Temer pretende enviar a reforma da Previdência ao Congresso Nacional no dia 3 de dezembro e a trabalhista no começo do próximo ano. Por isso a central, bastante conhecida entre na base dos trabalhadores pelos métodos persecutórios, assim como faz a Força Sindical, não quer em suas bases trabalhadores que estejam em desacordo com a retirada de direitos, assim como fizeram na GM de São Caetano, levando a demissão de diversos trabalhadores com discurso que o patrão precisava manter o lucro.

A exemplo de seu atrelamento ao governo, assim como seu compromisso com as reformas, UGT e Força não marcharam na última sexta, sob o argumento de nele estar contido atos pelo Fora Temer, que para Paulinho da Força (SD-SP) trata-se de coisa do passado. Chamam para o próximo dia 25 uma paralisação cuja pauta está em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF): a terceirização e a prevalência do acordado sobre o legislado em questões trabalhistas. Assim corroboram com a expectativa da equipe econômica que é de pelo menos metade da reforma trabalhista já seja resolvida na Justiça, o que eliminaria dois problemas: livraria o governo Temer do desgaste e esvaziaria a oposição.

O governo golpista quer a todo custo estabelecer a ordem com base na repressão aos trabalhadores que perdem seus direitos, pela atuação do judiciário, e progresso com base nas reformas trabalhista, previdenciária do ensino médio, e a PEC 55/241 para os privilegiados, ricos e poderosos. O PT por sua vez que se abriu espaço para essa direita golpista governar e avançar nos direitos dos trabalhadores, ao se aliar a eles em todos os ataques possíveis aos direitos dos trabalhadores e da juventude, e pela via de sua central, a CUT não colocar suas forças em movimento contra o golpe que já anunciava esses objetivos, mas também contra as demissões e retiradas de direitos.

A resistência está sendo construída nas ruas, em cada ocupação da juventude contra a PEC, e a retirada de diretos, mas para avançar sobre os planos do governo que busca aliados com base operária, é fundamental a que a CUT e CTB rompam sua paralisia e trégua e seja parte da construção de assembleias de base para a preparação de greve geral, que aliada à força das ocupações de juventude pode colocar em xeque os planos dos golpistas, da mídia, dos empresários e do judiciário.




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