Educação

CORTES DA CAPES

UFRN é a universidade mais afetada pelo corte da CAPES

A UFRN recebe R$ 3,2 milhões da CAPES para manter 1.609 bolsistas de mestrado, 528 bolsas de iniciação à docência e 306 de residência pedagógica de acordo com o Jornal Tribuna do Norte.

quarta-feira 8 de agosto| Edição do dia

A REItora Ângela Paiva disse ao jornal “Quase a totalidade das pessoas não têm condições de fazer suas pesquisas sem esse apoio”. O anúncio do Conselho Superior da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa da Nível Superior) provocou desespero e revolta nas centenas de milhares de estudantes que fazem suas pesquisas científicas amparadas por estas bolsas. A REItora da UFRN, Ângela Paiva, disse ao jornal “Quase a totalidade das pessoas não têm condições de fazer suas pesquisas sem esse apoio”.

Os cortes no financiamento previstos para o ano de 2009 e aprovados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), significam o corte de centenas de milhares de bolsas de pós-graduação, de iniciação científica e à docência, ou seja, o fim do financiamento público para pesquisa científica no Brasil.

Esta situação é uma consequência direta da PEC 55 e da Reforma do Ensino Médio, empreitadas golpistas criadas para acabar com o financiamento do Ensino Superior e Básico que já vinha sofrendo cortes pelas mãos do governo do PT. Financiam assim projetos de educação privatizantes e sem senso crítico, reduzindo bolsas, fechando restaurantes e precarizando os hospitais universitários e serviços básicos. Serão 105 mil bolsas PIBID cortadas e mais de 245 mil pesquisadores diretamente afetados.

Novamente as prioridades dos golpistas e do judiciário são evidentes: querem desmontar o ensino superior para que sejamos mão de obra ainda mais barata para a burguesia imperialista e também local. Desenvolver e produzir conhecimento pouco importa e o acesso à conhecimento crítico deve ser evitado. Fazem malabarismos e retiram verba de qualquer medida que favoreça a população para garantir o pagamento da dívida pública, este mecanismo ilegítimo, ilegal e fraudulento de expropriação das riquezas do país, mas não querem manter nem o que existe de ciência desenvolvida por dinheiro público, para privatizar e colocar mais ainda sob interesse do imperialismo. A dívida pública custa às trabalhadoras e trabalhadores do país mais de R$ 1 trilhão por ano, dinheiro que deveria ser investido em educação e saúde para a população, dois direitos elementares que inclusive dependem entre si.

Querem retirar qualquer perspectiva de futuro da juventude, já que ao passo que destroem a pesquisa científica, destroem também os programas de formação para a docência já que o próprio Ensino Médio deve ser reduzido a uma formação em Português e Matemática básicas, nas quais todas as outras disciplinas sejam diluídas. Na UFRN diversos cursos, como o de Ciências Sociais, já perderam seu vínculo ao PIBID, um ataque que passou sem luta. O orçamento da UFRN está contingenciado e só pode ser liberado em parcelas com o aval do golpista Michel Temer.

Para o Grupo de Mulheres Pão e Rosas e a Juventude Faísca, é urgente que a UNE e a ANPG rompam sua trégua com o governo golpista e convoque assembleias de base em cada uma das instituições de Ensino Superior no Brasil para lutar pela imediata revogação do congelamento das verbas para saúde e educação e avancemos para lutar contra o pagamento da dívida pública. Na UFRN exigimos do DCE, dirigido pelo PT, responsável por deixar passar sem luta o golpe institucional, o congelamento dos gastos, a Reforma Trabalhista e também a não permissão da população decidir em quem votar sem luta, que convoque imediatamente espaços de autoorganização, de debate e deliberativos, desde as bases, para que os estudantes possam tomar seus destinos nas próprias mãos.




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