MULHERES CONTRA BOLSONARO

UFRN: Plenária de mulheres de Ciências Sociais Contra Bolsonaro

Amanhã, as 11:30, ocorrerá um espaço de discussão e deliberação das Mulheres do curso de Ciências Sociais, no horário do Bacharelado, com o objetivo de debater a construção do movimento #EleNao #EleNunca

quinta-feira 20 de setembro| Edição do dia

Foto da Manifestação Pela Legalização do Aborto Legal Seguro e Gratuito, em apoio à luta Argentina

O machismo, racismo, lgbtfobia, xenofobia, ódio e ataque destilado por Bolsonaro e seus comparsas a todo momento gerou ódio e raiva nas mulheres. Nas redes sociais, as hashtags são expressão do quanto temos claro qual seu plano para nós e para todos os trabalhadores: exploração e repressão à máxima potência que puder.

Nesse contexto, é muito importante que as entidades estudantis, em especial aquelas em que a UNE tem responsabilidade, sejam ferramentas de auto-organização das mulheres e dos estudantes da UFRN nesse momento.

Informações sobre a atividade

Local: UFRN - Corredor do Setor 2
Horário: 11h30

Será definido um horário também no noturno!

A gritante necessidade da construção da luta contra a extrema-direita criou eventos de manifestações no Facebook, mas é importantíssimo repensar como construir elas. O chamado de reuniões pequenas, onde pouquíssimas mulheres que estão à frente de coletivos e partidos e algumas poucas independentes são expressão de uma lógica que não constrói de fato nem a luta, nem a consciência de classe.

É com essa lógica que os grupos de juventude da UNE tem tocado o DCE e as entidades da UFRN, que não tratam delas enquanto espaço dos estudantes se verem parte da construção de uma alternativa política em que a sua luta e autoorganização são decisivos.

Nesse contexto nacional, onde as únicas saídas apresentadas para derrotar a extrema direita são o voto no "mal menor", o mesmo que abriu espaço para que a direita golpista se fortalecesse, com a UNE cumprindo um papel de impedir a juventude de se enfrentar contra os golpistas nacionalmente, desmoralizar os estudantes, e abrir caminho para a saída eleitoral do mal menor. Mas a juventude e os trabalhadores merecem mais que um mal menor. Precisam construir, através de suas entidades, uma alternativa política anticapitalista que arme os estudantes contra a extrema direita e os ajustes neoliberais do próximo governo.

Nós Mulheres do Pão e Rosas pontuamos que é fundamental organizarmos a luta das mulheres, da juventude e dos trabalhadores em um sentido anticapitalista e que se organize de forma independente do Estado. Também opinamos que o direito de decidir em quem votar foi arrancado pelo autoritário Judiciário, mas não votamos no PT.

O PT deu abertura à extrema direita rifando os direitos das mulheres e das LGBTs, colocando-os no próprio governo, além de fortalecimento constante das Forças Armadas e do Judiciário. É responsável pela intervenção "humanitária" da ONU no Haiti, onde mulheres eram estupradas em troco de alimento.

As mulheres, a juventude e os trabalhadores precisam se armar de ideias e perspectivas não só para as eleições, mas também para o governo que virá delas, que em ritmos diferentes, será necessariamente eleito para atacar as condições de vida da classe trabalhadora. Por isso defendemos um programa anticapitalista e uma estratégia revolucionária.




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