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UFRN: Organizemos nossa calourada contra Bolsonaro, por justiça à Marielle

Por meio da página do CACS (Coletivo Acadêmico de Ciências Sociais) estudantes de Ciências Sociais convocam reunião nesta terça-feira, as 15h, com o objetivo de organizar uma calourada. Nós do Esquerda Diário publicamos este chamado como um convite a cada estudante à construção desta, que instaure debates e espaços de auto-organização que realmente nos preparem para lutar contra os ataques que estão por vir, contra Bolsonaro e por justiça à Marielle.

segunda-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

Todos os dias são anunciadas medidas e acontecem fatos políticos que novamente revelam os objetivos e a podridão das eleições manipuladas pelo Judiciário e tuteladas pelas Forças Armadas. Baseadas em fake news, levaram Jair Bolsonaro (PSL) à presidência. Bolsonaro e Paulo Guedes correm com a Reforma da Previdência para nos fazer trabalhar até morrer e escravizar a juventude, criando um novo registro sem nenhum direito para os que ingressam no mercado de trabalho. O possível envolvimento de Flávio Bolsonaro com a milícia responsável pelo assassinato de Marielle veio à tona e uma tragédia capitalista explodiu, assassinando 130 trabalhadores, enquanto mais de 170 seguem desaparecidos em Brumadinho, 3 anos após a tragédia de Mariana, soterrando com lama tóxica enormes áreas. O capitalismo nos quer fazer engolir a miséria. Estes acontecimentos disfarçam a lua de mel que Bolsonaro vive com a população, sustentada pela trégua das Centrais Sindicais, que alimentam a confiança na incapaz resistência ampla parlamentar. Para enfrentarmos estes ataques é urgente juntar todas, todes e todos aqueles que se dispuserem a se organizar para lutar contra Bolsonaro. Só poderemos enfrentá-lo com a classe trabalhadora em cena, e a juventude ombro a ombro nas suas batalhas.

Durante as eleições nacionais, as mais manipuladas da história recente no Brasil, pelas mãos da Justiça e tuteladas pelas Forças Armadas, a UFRN se chacoalhou, plenárias foram construídas e às pressas o DCE convocou uma Assembleia Geral. Os cursos de Direito, Serviço Social e Ciências Sociais paralisaram suas atividades e o de Psicologia, transformou-as para garantir atuação nas ruas contra Bolsonaro, denunciando seu passado e seus planos reacionários. O 2º Turno veio, Bolsonaro venceu, e com esta vitória se instaurou uma ressaca da derrota, os comitês de base foram abandonados pela direção do DCE, composta pelo PT e UJS e a disposição de luta demonstrada pelos estudantes foi limitada a um “vira voto” com data marcada para acabar.

Enquanto o PT (organização da qual faz parte a Kizomba e a Articulação, assim como impulsionadora do Coletivo Todas a Vozes), queria Renan Calheiros na presidência do Senado e o PCdoB (cuja juventude é a UJS, sempre bom lembrar) ajudou a eleger Rodrigo Maia do DEM na Câmara, Bolsonaro e Guedes traçam seus planos de escravizar a juventude. São as mãos de Rodrigo Maia e Renan Calheiros que não devemos soltar? É essa a resistência ampla e democrática que vai nos salvar? Definitivamente não, junto aos golpistas e aqueles que não querem que da nossa autoorganização batalhamos por uma força social independente dos capitalistas, são apenas tiros nos nossos próprios pés. Diante disso, o PSOL poderia (e deveria) utilizar suas posições no parlamento para exigir das centrais sindicais um plano de luta real que organizasse os trabalhadores contra as reformas e avançasse contra os ataques de Bolsonaro contra os trabalhadores, as mulheres, os negros e os LGBT. Mas não faz isso. O PSOL escolhe seguir sendo parte da estratégia de "resistência democrática" do PT, exclusivamente parlamentar, separada da luta de classes nas ruas, renunciando a uma luta política com o programa e a política do PT. Na realidade, apostam em blocos parlamentares com partidos como PT, o golpista Rede de Marina Silva, e o PSB de Jonas Donizette, prefeito responsável pela articulação da Reforma da Previdência nos municípios. Ou seja, preferem um bloco minoritário no parlamento com partidos diretamente inimigos dos trabalhadores e da juventude. Marcelo Freixo poderia usar de sua tribuna para exigir dos sindicatos, como os da CUT, e de patronais como a Força, um plano de lutas para unificar forças nos combates colocados hoje,. A Reforma da Previdência, a luta na GM (que em São Caetano sofreu uma imposição cruel da Reforma Trabalhista por parte da patronal imperialists). O resultado dessa convivência pacífica com as burocracias políticas e sindicais do PT é a abdicação taxativa de construir frações revolucionárias nos sindicatos, nos locais de trabalho e estudo, deixando o caminho livre para a política do PT de deixar os ataques econômicos passarem e aguardar 2022 para capitalizar eleitoralmente o descontentamento com esses ataques e tentar retomar a administração do Estado capitalista neoliberal decadente.

Precisamos ser milhões nas ruas de fato, mas isso não vai se dar a partir de acordos parlamentares e apoio a golpistas, enquanto são convocadas manifestações esvaziadas que servem unicamente para desmoralizar quem se dispõe a ir. Cada estudante precisa ter a oportunidade de ser sujeito dos rumos do movimento estudantil, a partir de amplos debates e espaços de auto-organização, em uma frente única na ação, construída desde as bases, que permita a experiência de todos com cada uma das concepções políticas, para estarmos ombro a ombro com a classe trabalhadora. Nossos interesses são opostos aos da burguesia.

Os servidores municipais de São Paulo estão em greve, com professoras na linha de frente, se enfrentando com a polícia para lutar pela sua aposentadoria. Em pleno 26 de Dezembro, foi aprovado o SAMPAPREV, uma Reforma da Previdência local, que hoje estas trabalhadoras batalham para revogar e dão exemplo nacional sobre como lutar contra os ataques colocados. No RN, são os servidores estaduais da saúde que estão em greve, exigindo de Fátima Bezerra (PT) o pagamento dos atrasados. No Ceará, é justamente Camilo Santana (PT) quem quer atacar os servidores estaduais e quer cortar seus salários com aval do STF. Assim, debater profundamente o cenário nacional para defender uma saída de independência de classe, da unidade em ação da classe trabalhadora, buscando o movimento de mulheres, LGBT, negras e negros, indígena para sermos um só punho em cima de Bolsonaro e Trump é essencial. A ferida do golpe institucional arde, Marielle vive em nossa indignação, que precisamos transformar em carne, luta e organização.

Precisamos nos organizar, debater qual movimento estudantil é preciso para enfrentarmos o que está por vir, qual movimento estudantil é necessário para que a greve dos servidores da saúde, que teve início na última semana, não fique isolada, para enfrentar Bolsonaro e Trump, lutar por justiça à Marielle. Por isso nós do Esquerda Diário fazemos este chamado. Precisamos de um movimento estudantil radicalmente anti-burocrático, a menos de um mês do 8 de Março, dia Internacional de Luta das Mulheres, para construir uma grande paralisação internacional, junto às mulheres dos coletes amarelos na França, junto às mulheres indianas, por Marielle e Brumadinho.

Grupo de Estudos: Rosa Luxemburgo

Junto ao lançamento da biografia de Rosa Luxemburgo: pensamento e ação, que ocorrerá em Março/2019 no IFRN Cidade Alta, organizaremos um grupo de estudos sobre a maior dirigente socialista do século XX, retomando algumas de suas principais obras, a partir do dia 22/02, as 16h00,

Local a confirmar no Setor 2 (UFRN)

Bibliografia da 1ª sessão: Prólogo da obra “Rosa Luxemburgo: pensamento e ação”de Diana Assunção, disponível no Esquerda Diário

Contato: 84 - 99473897




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