Educação

CRISE NAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

UFRJ não tem como pagar energia elétrica a partir de outubro e escancara crise nas federais

Cortes do Governo Temer nas Federais escancaram crise na UFRJ, que não terá mais como pagar energia elétrica a partir de outubro e se expande cada vez mais as aulas em contêineres, laboratórios fechados, máquinas milionárias e funcionários terceirizados demitidos.

terça-feira 19 de setembro| Edição do dia

A UFRJ, que essa semana foi classificada como melhor universidade do Brasil, tem estudantes tendo aulas dentro de contêineres, devido aos cortes orçamentários do Governo Temer.

A partir de outubro, a universidade não terá mais dinheiro para pagar as contas de luz. O orçamento que foi a aprovado para 2017 só tinha como sustentar a universidade até setembro. A UFRJ é uma das universidades federais mais atacadas e sucateadas pelo Governo Temer, e esse ano teve um corte de 6,7% do repasse em relação ao ano de 2016, que pode chegar a uma perda real de 13,5%, se considerada a inflação.

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Não é necessário para perceber o tamanho do buraco da crise na UFRJ e nas federais. A universidade tem, além das aulas dentro de contêineres no campus Praia Vermelha, obras paralisadas, e equipamentos caríssimos sem funcionamento por falta de manutenção. A resposta dos de cima para a crise vem sendo sentida também na UERJ, que teve demissão de mais de 1800 funcionários terceirizados. tais demissões paralisaram o funcionamento de diversas áreas de pesquisa, e laboratórios, mostrando que a demissão de funcionários gera mais precarização na universidade.

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